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1 CURSO DE AUDITORIA – PROFESSOR MARCELO ARAGÃO TÓPICO 1: ASPECTOS GERAIS DE AUDITORIA. CONCEITOS E OBJETIVOS Conceituação e objetivos da auditoria ¾ A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre sua adequação , consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e pertinente à legislação específica (NBCT 11). ¾ O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável (NBC TA 200). ¾ As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração e não se sobrepõem às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Contudo, a auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria . ¾ Como base para a opinião do auditor, as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante , independentemente se causadas por fraude ou erro. ¾ Asseguração razoável é um nível elevado de segurança (não absoluto). Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é, o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante). ¾ Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento.

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CURSO DE AUDITORIA – PROFESSOR MARCELO ARAGÃO

TÓPICO 1: ASPECTOS GERAIS DE AUDITORIA. CONCEITOS E OBJETIVOS

Conceituação e objetivos da auditoria

A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre sua adequação, consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e pertinente à legislação específica (NBCT 11).

O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável (NBC TA 200).

As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração e não se sobrepõem às leis e regulamentos que governam as suas responsabilidades. Contudo, a auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e, quando apropriado, os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria.

Como base para a opinião do auditor, as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro.

Asseguração razoável é um nível elevado de segurança (não absoluto). Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é, o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante).

Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento.

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Evidências de auditoria são as informações utilizadas pelo auditor para

fundamentar suas conclusões em que se baseia a sua opinião. As evidências devem ser apropriadas (qualidade) e suficientes (quantidade).

Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de

auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.

Distorção é a diferença entre o valor, a classificação, a apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada e o que é exigido para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. As distorções podem originar-se de erro ou fraude.

Responsável pela governança é a pessoa ou organização com a

responsabilidade de supervisionar de forma geral a direção estratégica da entidade e obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade.

(SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sobre a auditoria independente, é correto afirmar que tem por objetivo: a) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. b) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles internos. c) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis. d) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio. e) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. (Auditor Fiscal/Angra dos Reis/FGV/2010) No que diz respeito à finalidade da auditoria, a NBCTA 200, publicada no final do ano de 2009, com eficácia para os exercícios iniciados a partir de 01/01110, explícita que a) o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. b) as fraudes e erros, diferentemente do que acontecia até 2009, a partir de 2010 precisam ser comunicados aos órgãos fiscalizadores. c) a auditoria de demonstrações contábeis passa a ter como finalidade precípua a descoberta de fraudes.

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d) a auditoria de demonstrações pode ser executada em conjunto com serviços de consultoria, desde que essa informação seja divulgada e haja comunicação à Comissão de Valores Mobiliários - CVM. e) o controle interno não é mais significativo para o auditor, uma vez que, com a revogação da Resolução que tratava da amostragem, a partir de 2010 o auditor deve validar 100% dos registros da entidade auditada.

TÓPICO 2: NORMAS DE AUDITORIA, ÉTICA PROFISSIONAL E RESPONSABILIDADE LEGAL

NORMAS DE AUDITORIA Normas Profissionais • competência técnico-profissional • independência • cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição das conclusões • guarda da documentação • dever de sigilo Normas de Execução dos Trabalhos • planejamento e supervisão adequados • estudo e avaliação dos controles internos • extensão e profundidade dos procedimentos até a obtenção de evidências necessárias para fundamentar o parecer Normas do Parecer dos Auditores: • esclarecimentos do parecer • salvo declaração em contrário, entende-se que o auditor considera as DC satisfatórias • o parecer deve expressar opinião sobre as DC e indicar com precisão a natureza do exame e do grau de responsabilidade assumida pelo auditor Ética Profissional do Auditor

O auditor está sujeito a exigências éticas relevantes, inclusive as relativas à independência. As exigências éticas relevantes abrangem o Código de Ética Profissional do Contabilista, relacionados à auditoria de demonstrações contábeis bem como as NBC PAs aplicáveis.

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Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor são: 1) Integridade 2) Objetividade 3) Competência e zelo profissional 4) Confidencialidade 5) Comportamento ou conduta profissional

INDEPENDÊNCIA (NBC PA 02) A independência exige:

a) independência de pensamento – postura que permite expressar uma opinião sem ser afetado por influências que comprometem o julgamento profissional, permitindo à pessoa agir com integridade, objetividade e ceticismo profissional; e

b) aparência de independência – evitar fatos e circunstâncias

significativos a ponto de um terceiro bem informado, tendo conhecimento de todas as informações pertinentes, incluindo as salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razoável que a integridade, a objetividade ou o ceticismo profissional de uma entidade de auditoria ou de um membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.

Independência é a capacidade que a entidade de auditoria tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a emissão de relatórios imparciais Ameaças que podem afetar a independência

ameaça de interesse próprio – quando o auditor poderia auferir benefícios de um interesse financeiro na entidade auditada (investimentos diretos e indiretos, empréstimos e operações comerciais em condições anormais etc).

ameaça de auto-revisão – quando o auditor era administrador ou funcionário cujo cargo lhe permitia exercer influência direta e importante sobre o objeto do trabalho de auditoria.

Observação: caracteriza perda da independência quando um diretor ou empregado influente tiver sido um membro de auditoria ou sócio da entidade de auditoria nos últimos dois anos.

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ameaça de defesa de interesses - quando o auditor defende ou parece defender a posição ou opinião da entidade auditada, comprometendo a objetividade.

ameaça de familiaridade – quando o auditor mantém relacionamento estreito com administradores ou funcionários, passando a se identificar demasiadamente com os interesses da entidade auditada.

Observação: caracteriza perda de independência quando o auditor tem relação pessoal ou de parentesco com diretores, gerente geral, controller, contador, tesoureiro, auditor interno, gerente de compras/vendas, entre outros.

ameaça de intimidação – quando o auditor encontra obstáculos devido a ameaças, reais ou percebidas, por parte dos administradores da auditada.

1) (AUDITOR/TCM RIO/FGV/2008) Um dos atributos profissionais requeridos para o desenvolvimento da atividade de auditoria é a independência. Esse item pressupõe, conforme prevê o CFC (Resolução 1034 de 2005), a independência de pensamento (objetividade e integridade na realização dos exames e emissão de opinião) e a aparência de independência (evitando que terceiros possam questionar a idoneidade do auditor). Em algumas situações, ela pode ser afetada por ameaças de interesse próprio, auto-revisão, defesa de interesses da entidade auditada, familiaridade e intimidação. Em relação à ameaça de “auto-revisão”: (A) ocorre quando uma entidade de auditoria ou um membro da equipe de auditoria poderia auferir benefícios de um interesse financeiro na entidade auditada. (B) ocorre quando um membro da equipe de auditoria encontra obstáculos para agir objetivamente e com ceticismo profissional devido a ameaças, reais ou percebidas, por parte de administradores, diretores ou funcionários de uma entidade auditada. (C) ocorre quando, em virtude de um relacionamento estreito com uma entidade auditada, com seus administradores, com diretores ou com funcionários, uma entidade de auditoria ou membro da equipe de auditoria passam a se identificar, demasiadamente, com os interesses da entidade auditada. (D) ocorre quando a entidade de auditoria ou um membro da equipe de auditoria defendem ou parecem defender a posição ou a opinião da entidade auditada, a ponto de poderem comprometer ou darem a impressão de comprometer a objetividade.

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(E) ocorre quando o resultado de um trabalho anterior precisa ser reanalisado ao serem tiradas conclusões sobre o trabalho de auditoria ou quando um membro da equipe de auditoria era, anteriormente, administrador ou diretor da entidade auditada. Normas Profissionais da Auditoria Interna - não obstante sua posição funcional, o auditor interno deve preservar sua autonomia profissional. - máximo de cuidado, imparcialidade e zelo na realização dos trabalhos e na exposição das conclusões. - quando solicitado, o auditor interno deve prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou órgãos equivalentes. - trabalho compartilhado com outros profissionais. - o sigilo profissional só deve ser quebrado, com autorização expressa da entidade auditada. - cooperação com o auditor independente (apresentar os papéis de trabalho ao auditor externo e cópia quando solicitado). Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados, para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente, e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - A atividade da Auditoria Interna tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - Papéis de Trabalho (elaborados em meio físico ou eletrônico; organizados e arquivados de forma sistemática e racional) - Fraude e Erro (a Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer

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indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - Planejamento da auditoria interna - o alinhamento dos procedimentos de auditoria com a política de gestão de riscos da entidade, ou seja, o direcionamento dos testes para as áreas e processos de maior risco; - a definição da utilização de especialistas; - os riscos de auditoria, que são dimensionados em função do volume ou da complexidade das transações e operações da entidade. - as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores. Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - Riscos da Auditoria Interna (na fase de planejamento; possibilidade do uso de especialistas) - Procedimentos da Auditoria Interna (testes de observância e testes substantivos) - Amostragem em auditoria interna (facultativa) Normas da Auditoria Interna (NBCT 12) - Relatório da auditoria interna: - o objetivo e a extensão dos trabalhos; - a metodologia adotada; - os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão; - eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria; - a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas; - os riscos associados aos fatos constatados; e - as conclusões e as recomendações resultantes dos fatos constatados. - Relatório da auditoria interna: - deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo.

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- a Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial, na hipótese de constatar impropriedades/irregularidades/ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade, e que não possam aguardar o final dos exames. (continuação) (Fiscal de Rendas Rio/2010) O auditor independente, para determinar se o trabalho dos auditores internos é adequado, deve avaliar os aspectos relacionados nas alternativas a seguir, à exceção de um. Assinale-o. (A) A objetividade da função de auditoria interna. (B) A competência técnica dos auditores internos. (C) A necessidade do uso do trabalho de especialistas para executar a auditoria interna. (D) O zelo profissional demonstrado pelos auditores internos durante o trabalho. (E) A comunicação eficaz entre os auditores internos e o auditor independente. (Fiscal de Rendas Rio/2010) De acordo com a Resolução CFC n.º 1229/09, as atividades inerentes a auditoria interna estão relacionadas nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a. (A) Revisão da conformidade com leis e regulamentos. (B) Monitoramento da auditoria externa. (C) Exame das informações contábeis e operacionais. (D) Revisão das atividades operacionais. (E) Gestão de risco. (Fiscal de Rendas Rio/2010) Com relação à Resolução 986/03, que estabelece os procedimentos relacionados à Auditoria Interna, analise as afirmativas a seguir. I. Tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos relatórios. II. Deve ser documentada por meio de papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. III. Deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. Assinale: (A) se somente a afirmativa II estiver correta. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

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(C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. NORMAS DE FRAUDE E ERRO - Responsabilidade legal do auditor

A responsabilidade primária pela prevenção e descoberta de fraudes é da administração.

A responsabilidade do auditor é evidenciar que as DC estão livres de fraudes relevantes.

O auditor pode ser responsabilizado pela não-descoberta de fraude relevante em conseqüência da negligência na execução das normas de auditoria.

NORMAS DE FRAUDE E ERRO

As distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro. O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.

O auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante

nas demonstrações contábeis.

Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: - distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e - distorções decorrentes da apropriação indébita de ativos. NORMAS DE FRAUDE E ERRO

Objetivos do auditor perante fraudes: - identificar e avaliar riscos de ocorrência de fraudes nas DC

- obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os riscos identificados de distorção relevante decorrente de fraude - responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identificada durante a auditoria (procedimentos adicionais, reavaliação de evidências, possibilidade de retirar-se do trabalho, implicação na opinião e comunicação à administração, aos responsáveis pela governança e a terceiros) (Fiscal de Rendas Rio/2010) Analise as afirmativas a seguir: I. A prevenção e detecção da fraude é de responsabilidade da governança da entidade e da sua administração.

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II. Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele pode estabelecer juridicamente se realmente ocorreu fraude. III. O auditor que realiza auditoria de acordo com as normas é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, não contém distorções relevantes, causadas por fraude ou erro. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se somente a afirmativa III estiver correta. (E) se somente a afirmativa II estiver correta.

TÓPICO 3: AUDITORIA INTERNA VERSUS EXTERNA Independência: A auditoria interna possui menor grau de independência e a

auditoria externa maior grau de independência. Alguns autores afirmam que a auditoria externa possui independência e

auditoria interna possui autonomia. Surgimento: O surgimento da auditoria externa está associado à

necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros, constituindo-se em uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. A auditoria interna surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa, sendo executada mais para fins administrativos, internos, do que para prestação de contas a terceiros. Objetivo: O principal objetivo da auditoria externa é emitir um parecer ou

opinião sobre as demonstrações contábeis e o da auditoria interna é avaliar e aprimorar as normas e controles internos e agregar valor à organização. Escopo e Responsabilidade: Enquanto o auditor interno realiza auditoria

contábil e operacional e tem responsabilidade trabalhista, o auditor externo realiza somente auditoria contábil (em regra) e possui responsabilidade civil e criminal. Responsabilidade quanto a fraudes: O auditor interno auxilia a

Administração a prevenir e detectar fraudes, porém tem maior papel de assessoramento na prevenção e é obrigado a informar, sempre por escrito e reservado, indícios ou confirmações de irregularidades. O auditor externo considera a possibilidade de fraudes relevantes e planeja

os exames em função dos riscos. Deve sempre comunicar à administração da

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entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias, de forma verbal ou escrita, tão cedo quanto possível, mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante. Controles internos: Tanto os auditores internos quanto os externos não

possuem responsabilidade de implementar e manter controles internos. Essa é uma responsabilidade dos administradores e demais funcionários da entidade auditada. Auditores internos examinam e contribuem para a eficácia do sistema de

controle interno através de suas avaliações e recomendações. Auditores externos avaliam os controles internos contábeis, para

dimensionar os riscos e os testes substantivos, porém, devem contribuir com recomendações para seu aprimoramento. Volume de testes: A auditoria interna realiza maior volume de testes e a

auditoria externa menor volume, pois o auditor externo está interessado em erros que individualmente ou cumulativamente possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis. Risco de auditoria: O risco do auditor interno é o de não alcançar os

objetivos do trabalho, em virtude do volume e da complexidade das transações e da necessidade de especialistas na equipe. O risco do auditor externo é o de emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente errôneas ou com distorções relevantes. Esses riscos são dimensionados na fase de planejamento da auditoria e reavaliados durante a execução dos exames. Metodologia: Apesar de possuírem objetivos distintos, em essência, a

auditoria interna e a auditoria externa aplicam os mesmos testes e procedimentos básicos de auditoria. O auditor independente utiliza-se das cinco técnicas de auditoria (inspeção,

observação, investigação e confirmação, revisão analítica e cálculo) para aplicar testes de observância e testes substantivos. Por sua vez, a NBCT 12 define que o auditor interno utiliza-se da inspeção, da observação e da investigação e confirmação para aplicar testes de observância, visando a testar o funcionamento e a eficácia de controles internos. Relatórios: Auditor interno: comunica os resultados do seu trabalho a quem

tenha solicitado ou a quem este autorize; emite relatório e pode ser parcial, caso haja necessidade de comunicar imediatamente uma irregularidade, preservada a confidencialidade. Auditor Externo: o principal produto é o parecer sobre as demonstrações

contábeis (relatório curto), que, todavia, pode ser acompanhado de um relatório em forma longa ou uma carta-comentário sobre os controles

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internos, ressaltando as deficiências e fazendo as recomendações para melhoria desses controles. (ICMS-SP/FCC/2009) O trabalho da auditoria interna (A) tem maior independência que o de auditoria externa. (B) é responsável pela implantação e pelo cumprimento dos controles internos. (C) deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. (D) deve emitir parecer, que será publicado com as demonstrações contábeis. (E) deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. (ISS-Rio/ESAF/2010) A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que: a) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. b) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis. c) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade. d) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade, enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. e) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade. (AFRFB/ESAF/2009) Com relação aos relatórios de auditoria interna, pode-se afirmar que: a) podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores, sendo conduzidos aos interesses desses. b) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa, sem restrição. c) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. d) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. e) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, por não possuírem informações completas.

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TÓPICO 4: CONTROLE DE QUALIDADE Controle de qualidade interno:

- regras e procedimentos - supervisão da equipe técnica - avaliação periódica dos serviços (anual) - avaliação permanente da carteira de clientes

Controle de qualidade externo (revisão pelos pares)

O sistema de controle de qualidade deve incluir políticas e procedimentos que tratam dos seguintes elementos: • responsabilidades da liderança pela qualidade • exigências éticas relevantes • aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos

específicos • recursos humanos • execução do trabalho • monitoramento (FGV/Auditor da Receita Estadual - AP/2010) De acordo com a norma relativa ao controle de qualidade da auditoria das demonstrações contábeis, o revisor do controle de qualidade do trabalho deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamentos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões atingidas ao elaborar o relatório. Essa avaliação deve envolver: a) a discussão de todos os assuntos com o sócio encarregado do trabalho. b) a revisão do plano de contas e dos sistemas contábeis e financeiros, bem como do relatório proposto. c) a revisão da documentação preparada pela auditoria relativa a todos os exames relevantes feitos pela equipe de trabalho. d) a avaliação do planejamento da auditoria, o relatório preliminar e a consideração se o relatório é apropriado. e) a revisão da documentação selecionada pela auditoria relativa aos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas.

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TÓPICO 5: PLANO E ESTRATÉGIA. CONTROLE INTERNO E RISCO DE AUDITORIA

Aspectos a serem considerados

no planejamento

Conhecimentodas atividades

Legislação aplicável

Fatores econômicos

Práticas operacionaisda entidade

Competência da administraçãoPráticas

contábeisadotadas

Sistema contábile de controle

interno

Áreas importantes

Volume dastransações

Complexidadedas transações

Trabalhos deoutros auditoresou especialistas

Filiais e partesrelacionadas

Natureza e oportunidadedos relatórios

PLANEJAMENTO DE AUDITORIA (NBC TA 300)

Atividades preliminares:

- procedimentos de controle de qualidade; avaliação da conformidade com os requisitos éticos e entendimento dos termos do trabalho

Definição de uma estratégia global de auditoria:

- definir o alcance da auditoria e os objetivos do relatório, considerar

fatores relevantes e resultados de trabalhos anteriores, determinar NAOPEX (natureza, oportunidade e extensão) dos recursos necessários

Elaboração do Plano de auditoria:

- NAOPEX dos procedimentos de avaliação de riscos e dos procedimentos

adicionais e outros procedimentos Auditoria Inicial (NBC TA 300)

manter contato com o auditor antecessor, por exemplo, para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho;

discutir assuntos importantes com os gestores (inclusive a aplicação de princípios contábeis ou de auditoria e normas de elaboração de relatórios);

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considerar os procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais.

(AUDITOR/TCE-GO/ESAF/2007) Todas as opções abaixo são importantes recomendações acerca do planejamento da auditoria, exceto uma. Aponte a única opção falsa. a) O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e práticas operacionais da entidade.executados. d) O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. e) O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. (Fiscal de Rendas Rio/2010) Nas atividades de planejamento o auditor deve estabelecer uma estratégia global definindo o alcance, a época e a direção para o desenvolvimento do plano de auditoria. A respeito do planejamento da auditoria, assinale a afirmativa incorreta. (A) O auditor deve identificar as características do trabalho para definir o seu alcance, bem como definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. (B) O auditor deve considerar os fatores que no seu julgamento profissional são significativos para orientar os esforços da equipe do trabalho e determinar a natureza, a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. (C) O auditor deve considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria e, quando for o caso, a relevância do conhecimento obtido em outros trabalhos. (D) O auditor deve desenvolver o plano de auditoria e nele deve incluir a descrição da natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco. (E) O auditor deve atualizar e alterar a estratégia global e o plano de auditoria, para definir o tipo de técnica e os procedimentos aplicáveis na revisão do seu trabalho.

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RISCO DE AUDITORIA

O auditor deve obter um entendimento dos sistemas contábeis e de controle interno suficiente para planejar a auditoria e desenvolver uma abordagem de auditoria eficaz.

Significa avaliar adequadamente o risco de auditoria para, em resposta, projetar procedimentos de auditoria que garantam que esse risco foi reduzido a um nível aceitavelmente baixo.

RISCO DE AUDITORIA

RISCO DE AUDITORIA: Risco de que o auditor emita uma opinião inadequada quando as DC contiverem distorções relevantes.

O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

Risco de distorção relevante = risco inerente + risco de controle RISCO DE AUDITORIA Os riscos de distorção relevante existem em dois níveis: 1 – No nível geral da demonstração contábil. 2 – No nível da afirmação para classes de transações, saldos contábeis e divulgações. - A sua avaliação permite que o auditor determine a NAOPEX dos procedimentos adicionais de auditoria RISCO DE AUDITORIA I – DA ENTIDADE: RISCO INERENTE - suscetibilidade a distorções relevantes, presumindo que não houvesse controles internos. RISCO DE CONTROLE - risco de que os sistemas contábeis e de controle interno deixem de prevenir ou detectar, e corrigir em tempo hábil, distorções relevantes. II – DO AUDITOR: RISCO DE DETECÇÃO: risco de que os testes de auditoria não detectem distorções relevantes. RISCO DE AUDITORIA Há uma relação inversa entre o risco de detecção e os riscos de distorção

relevante (risco inerente e risco de controle). Quanto maior o risco de distorção relevante avaliado, menor o risco de detecção a ser aceito pelo auditor (e vice-versa).

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Simplificando: Quando existe um risco de distorção relevante alto, o auditor

reduz o seu risco de detecção, ampliando a extensão dos testes e procedimentos de auditoria e, com isso, mantém o risco total (risco de auditoria) em um nível aceitável. Como uma avaliação inadequada do risco de controle pode afetar o resultado de uma auditoria

1. S e o risco decontro le fo r avaliadoem n ível baixo dem ais

2. S e o risco decontro le fo r avaliadoem n ível a lto dem ais

O auditor poderO auditor poderáá nn ãã o realizaro realizartestes substan tivos sufic ien testestes substantivos suficientes

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O auditor poderO auditor poderáá realizarrealizarm ais testes substantivo s m ais testes substan tivo s

do que o necessdo que o necess áá riorioAU D ITO R IA IN E FIC IE N TE AU D ITO R IA IN E FIC IEN TE

Controle interno segundo o AICPA Segundo o AICPA, controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas, adotados pela empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis, promover e eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração. Controle interno segundo o Coso Segundo o Coso, controles internos são um processo operado pelo Conselho de Administração, pela administração e outras pessoas, desenhado para fornecer segurança razoável quanto ao atingimento dos objetivos de:

- confiabilidade das informações financeiras;

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- conformidade com leis e regulamentos; e - eficácia e eficiência das operações.

Classificações do Controle interno

Operacional, contábil e normativo (NBC T 16.8) Contábeis (conferências físicas, segregação de funções,

conciliações, etc) e Administrativos (controles orçamentários, de pessoal, etc)

Preventivos (segregação de funções, normatização) e detectivos (conciliações, autorizações, revisões)

Estrutura e componentes de controles internos 1) ambiente de controle; 2) mapeamento e avaliação de riscos; 3) procedimentos ou atividades de controle; 4) informação e comunicação; e 5) monitoramento. Princípios e aspectos importantes de controles internos a) relação custo/benefício b) responsabilidade e autoridade c) segregação de funções d) acesso aos ativos e) auditoria interna e) método de processamento de dados f) pessoal Como avaliar controles internos? 1º Passo: LEVANTAR - Mapear e conhecer o sistema de controles internos. Registro dos controles: memorandos narrativos, questionários padronizados e fluxogramas. 2º Passo: AVALIAR - Avaliar se o sistema é capaz de identificar erros e irregularidades e analisar as suas deficiências. 3º Passo: TESTAR - Aplicar os testes de observância, para verificar se os procedimentos previstos em normas estão sendo praticados/cumpridos. 4º Passo: PLANEJAR - Determinar os procedimentos e apresentar recomendações (carta-comentário).

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(ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2009) Não compreende a avaliação do sistema de controle interno:( A) determinar os erros ou irregularidades que poderiam acontecer. (B) verificar se o atual sistema de controles internos detectaria de imediato os erros e irregularidades. (C) elaborar o parecer da auditoria contendo o relatório-comentário com as determinações para aperfeiçoamento do sistema. (D) emitir relatório-comentário dando sugestões para o aprimoramento do sistema de controle interno da empresa. (E) analisar as fraquezas ou falta de controle que possibilitam a existência de erros ou irregularidades, a fim de determinar natureza, data e extensão dos procedimentos de auditoria.

TÓPICO 6: TESTES E PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE AUDITORIA Testes de auditoria 1. TESTES DE OBSERVÂNCIA (DE CONTROLES, DE ADERÊNCIA OU DE PROCEDIMENTOS)

Visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento

2. TESTES SUBSTANTIVOS (DE COMPROVAÇÃO)

Visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade

Procedimentos de Revisão Analítica Testes detalhados de saldos Testes detalhados de transações

Procedimentos básicos de auditoria

inspeção – exame de registros, documentos e de ativos tangíveis; observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando

de sua execução; investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas

ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade; cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos

comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias; e

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revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.

OBSERVAÇÃO

É análise dos fatos durante a sua ocorrência. O objeto de observação são as pessoas, procedimentos e processos.

É a técnica de auditoria mais intrínseca, pois envolve o poder de constatação visual do auditor.

Depende da argúcia, conhecimentos, e experiências do Auditor. É, talvez, a mais generalizada de todas as técnicas de auditoria. Ela não se aplica à verificação específica de problemas.

CONFIRMAÇÃO DIRETA – CIRCULARIZAÇÃO

Consiste em fazer com que o auditado expeça cartas dirigidas a empresas e a pessoas com as quais mantém relação de negócios, solicitando que confirmem, em carta dirigida diretamente ao auditor, qual a situação desses negócios, em data determinada.

A circularização de passivos sempre se revela mais eficiente que a de ativos. É o meio mais indicado para detectar a omissão de passivos.

Pelo princípio da relevância, solicita-se a circularização para devedores e credores acima de determinada quantia.

CONFIRMAÇÃO DIRETA – CIRCULARIZAÇÃO

• Positiva: quando há necessidade de resposta da pessoa de quem se

quer obter uma confirmação formal • Negativa: quando a resposta for necessária em caso de discordância da

pessoa de quem se quer obter a confirmação • Em preto (registra-se os valores que se pretende confirmar) e em

branco (não se registram os valores).

INSPEÇÃO OU ANÁLISE DOCUMENTAL • Consiste na análise da adequação dos documentos comprobatórios dos

fatos auditados, devendo o auditor atentar para a autenticidade, normalidade, aprovação e registro.

- autenticidade: constatar se a documentação é fidedigna e merece crédito; - normalidade: constatar que a transação refere-se à operação normal de acordo com os objetivos da empresa;

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- aprovação: verificação de que a operação e os documentos foram aprovados por pessoa autorizada; e - registro: comprovar que o registro das operações foi adequado, a documentação é hábil e houve correspondência contábil, fiscal etc. INSPEÇÃO FÍSICA OU CONTAGEM FÍSICA

Consiste no exame e na inspeção in loco, permitindo ao auditor formar opinião quanto à existência física do objeto ou item a ser examinado. Este exame possui as seguintes características:

- existência física: comprovação visual da existência do item; - autenticidade: discernimento da fidedignidade do item; - quantidade: apuração adequada da quantidade real física; e - qualidade: comprovação visual ou laboratorial de que o objeto examinado permanece em perfeitas condições de uso. INSPEÇÃO DE REGISTROS OU ANÁLISE DE CONTAS CONTÁBEIS

Objetiva examinar as transações que geraram lançamentos em determinada conta contábil; essa técnica parte dos lançamentos contábeis para a identificação dos fatos e documentos que o suportam; as contas são selecionadas em função do objetivo geral e da sensibilidade da equipe.

CÁLCULO

Objetiva a conferência das operações que envolvam cálculos. Este procedimento é, por si e ao mesmo tempo, o mais simples e o mais completo por si mesmo. Esta técnica é amplamente utilizada em virtude da quase totalidade das operações do órgão/entidade envolver valores, números etc.

Muito embora os valores auditados possam ter sido conferidos pelo órgão/entidade, é de grande importância que sejam reconferidos.

INVESTIGAÇÃO MINUCIOSA

Nada mais é do que o exame em profundidade da matéria auditada, que pode ser um documento, uma análise, uma informação obtida, entre outras.

Exemplos de procedimentos de investigação minuciosa: - Exame minucioso de razoabilidade de uma provisão; - Exame detalhado da documentação de compras/vendas; - Exame minucioso dos pagamentos realizados.

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(SEFAZ/SP/ESAF/2009) Os testes de observância têm por objeto de análise: a) as contas patrimoniais e de resultado. b) os procedimentos de controle de custos adotados pela administração. c) as contas patrimoniais, apenas. d) os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração. e) as contas de resultado, apenas. (ICMS/Rio/FGV/2009) Avalie as seguintes situações: I. O auditor deve obter informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade. II. O auditor verifica o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Os procedimentos técnicos aplicáveis a essas situações são, respectivamente: (A) inspeção e investigação / inspeção dedutiva. (B) revisão e análise / confirmação analítica. (C) cálculo e observação / revisão confirmativa. (D) investigação e confirmação / revisão analítica. (E) revisão e observação / análise quantitativa. (ICMS/Rio/FGV/2010) De acordo com as regras de auditoria o procedimento substantivo, planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações, inclui: (A) testes adjetivos, procedimentos analíticos e teste de controle. (B) testes de controle, revisão analítica e testes de detalhes. (C) testes de detalhes e procedimentos analíticos substantivos. (D) evidência de auditoria, testes de controle e testes de observância. (E) procedimentos analíticos substantivos, testes de relevância e testes de procedimentos. (AFTE RS/FUNDATEC/2009) Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos, exceto: a) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro e fora da entidade. b) comparação – dados realizados com os dados projetados. c) inspeção – exame de registros, documentos e de ativos tangíveis. d) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução.

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e) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Resultados S.A. possui prejuízos fiscais apurados nos últimos três anos. A empresa estava em fase pré-operacional e agora passou a operar em plena atividade. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros. O procedimento técnico básico que aplicado pelo auditor constataria esse evento seria: a) ocorrência. b) circularização. c) cálculo. d) inspeção. e) inventário físico. (AFRFB/ESAF/2009) A auditoria externa realizou na empresa Avalia S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a: a) inspeção. b) revisão analítica. c) investigação. d) observação. e) confronto. (Analista Técnico/SUSEP/ESAF/2010) O auditor interno, ao realizar seus testes, efetuou o acompanhamento dos inventários físicos, confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. Esses procedimentos correspondem respectivamente a: a) investigação, inspeção e observação. b) inspeção, observação e investigação. c) confirmação, investigação e observação. d) circularização, observação e inspeção. e) observação, Inspeção e investigação.

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TÓPICO 7: PROCEDIMENTOS EM ÁREAS ESPECÍFICAS DAS

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Contas de Ativo

Contas de Passivo

Patrimônio Líquido

Contas de Resultado

TESTES QUE PODEM SER APLICADOS SOBRE DETERMINADA ÁREA OU CONTA

Testes de Controles (de observância) Procedimentos Analíticos Testes Substantivos

- Testes de detalhes de saldos - Testes de detalhes de transações - TESTES APLICADOS SOBRE DETERMINADA CONTA:

EX: CONTAS A RECEBER

Teste de Controle: Verificar se as vendas a prazo que constituem o saldo das contas a receber foram devidamente autorizadas Procedimento Analítico: Analisar evolução das contas a receber Teste detalhado de saldo: Confirmar diretamente com o devedor (circularização)

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Teste detalhado de transações: Inspecionar registros e documentação de suporte

AUDITORIA DE DISPONIBILIDADES (CAIXA E BANCO)

Conciliações: o auditor deve revisar ou refazer as conciliações preparadas pela entidade.

Confirmações diretas: o auditor deverá exigir a confirmação direta do banco, por carta dirigida e recebida pelo próprio auditor.

Contagem de valores: recomenda-se a contagem de surpresa dos valores em poder do caixa, em data próxima à do balanço. A contagem deve ser feita na presença do responsável pelo caixa. Deve-se proceder à contagem simultânea de todos os caixas, para evitar fraudes.

Cut-off (corte) de cheques: permite identificar se todos os cheques emitidos foram contabilizados ou se ainda encontram-se pendentes.

AUDITORIA DE CONTAS A RECEBER

Obtenção de listagem: o auditor deve obter listagem analítica de todas as contas (títulos) a receber em determinada data, verificando sua conformidade com as respectivas contas do razão.

Circularização: após testada a listagem, o auditor determinará a amostragem adequada para confirmação direta do débito com o devedor.

AUDITORIA DE ESTOQUES

Inventários físicos: a auditoria do estoque compreende a realização do inventário físico, para contagem e inspeção de todos os estoques existentes, em como a avaliação dos mesmos.

Cortes (cut-off): o corte consiste em determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem como os documentos com eles relacionados, refletem o levantamento do inventário.

Outros testes (analíticos): Para apurar a razoabilidade do resultado final do inventário, o auditor poderá cotejar o montante atual dos estoques com o montante do inventário do exercício anterior e pode comparar compras e vendas (entradas e saídas) mensalmente, para verificar se há uma linha uniforme ou variações relevantes cujas causas devem ser investigadas.

Avaliação de estoques: O auditor deve verificar qual o método de avaliação de estoques aplicado pela empresa, examinar se é uniforme em relação ao exercício anterior e se obedece aos princípios fundamentais de contabilidade. Para efetuar seus testes sobre a

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avaliação dos estoques, o auditor deve recorrer a todos os elementos que a empresa prepare a esse respeito, como por exemplo, mapas de custos, pois são muito úteis para esse efeito.

AUDITORIA DO IMOBILIZADO

Inventário anual: por ocasião do inventário anual dos bens, o auditor testa a sua existência, localização, utilização e estado de conservação. O exame será acompanhado de listagem detalhada de todos os bens ou de fichas individuais corretamente elaboradas, que permitam a fácil identificação. O auditor acompanha o inventário, fazendo suas observações e anotações.

Outras verificações: - O auditor verifica a documentação dos bens (veículos – certificados de

propriedade emitidos pelo departamento de trânsito e imóveis - escrituras de compra e certidões do registro de imóveis). Além dessa documentação, o auditor pode recorrer ao auxílio de especialistas.

- Em qualquer caso, o auditor deve obter a carta do advogado da empresa, esclarecendo e confirmando as condições de propriedade do imóvel e eventual existência de ônus ou qualquer outra restrição a essa propriedade.

Ônus: Deve-se examinar a possibilidade de ônus ligados a financiamentos, procedendo-se, neste caso, às confirmações bancárias para revelar o fato.

Em caso de financiamento do próprio vendedor e de bens dados em garantia, o exame dos respectivos contratos pode ser revelador desses ônus. AUDITORIA DE PASSIVOS

Obtenção de listagem analítica de todos os passivos da empresa em determinada data, verificando sua conformidade com as respectivas contas do razão.

Circularização de passivos sempre se revela mais eficiente do que a de ativos, pois o credor tem mais interesse em confirmar seu crédito ou apontar irregularidades. A circularização é o meio mais indicado para detectar a omissão de passivos.

Passivos omitidos: Além da circularização, o auditor poderá percorrer os pagamentos lançados, após o balanço, já no exercício seguinte. Além disso, os registros fiscais, ou auxiliares, de compras ou de entradas, de produtos e de matérias-primas são bons indicadores para esse efeito.

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AUDITORIA DE PATRIMÔNIO LÍQUIDO  

Caso seja a primeira auditoria, o auditor deverá organizar sua Pasta Permanente com todos os elementos necessários para demonstrar a evolução do Capital.

Organizará quadro demonstrativo de evolução e movimentação de todas as contas do Patrimônio Líquido.

Deve-se verificar as atas das Assembléias Gerais de Acionistas, de Reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria, pois a movimentação das contas desse grupo são precedidas de deliberação em assembléia.

É recomendável que a verificação seja feita sobre todas as operações (integral) em lugar de através de testes por amostragem.

AUDITORIA DE CONTAS DE RESULTADO

Contas de receitas e despesas têm influência direta nas contas de disponibilidades e por isso estão mais sujeitas à tentação da fraude.

Em função do grande volume de operações, a época mais indica para efetuar esse trabalho é a da visita anterior ao encerramento do exercício (um ou dois meses antes). Depois de fechado o balanço, faz-se exame complementar dos meses não abrangidos.

É recomendável o exame de comparabilidade dos valores ao longo dos meses.

Algumas contas devem ser analisadas com mais profundidade (contas referentes a operações internas e aquelas que envolvam descontos concedidos, juros recebidos ou pagos, etc) e outras mediante testes e amostragens;

Feita a seleção, o auditor verifica documentos, sua autenticidade e autorização, aplicabilidade, adequação e necessidade em relação às operações da empresa.

EXERCÍCIO – RELACIONAR O PROCEDIMENTO À ÁREA DAS DEMONSTRAÇÕES

1. Realizar inspeção física, mediante contagem de numerário 2. Determinar se as ações ou o título de propriedade do capital social

foram adequadamente autorizados e emitidos 3. Realizar circularização de devedores 4. Determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares, bem

como os documentos, refletem o levantamento do inventário SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO

1. Auditoria do disponível (contagem de caixa)

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2. Auditoria do patrimônio líquido 3. Auditoria de contas a receber 4. Auditoria de estoques (cut-off)

TÓPICO 8: AMOSTRAGEM EM AUDITORIA Amostragem em Auditoria

É a aplicação de um procedimento de auditoria a menos de 100% dos itens que compõe o universo (população) objeto da auditoria, com o propósito de avaliar alguma característica do universo.

Dois tipos: estatística (uso da teoria da probabilidade e seleção da

amostra de forma aleatória) não-estatística (não usa a probabilidade, a seleção é

casual e a avaliação da amostra é por juízo de valor)

Conceitos importantes população amostra unidade de amostragem estratificação risco de amostragem erro ou distorção tolerável / taxa de desvio tolerável erro ou distorção esperada / taxa de desvio esperada anomalia

Fases da Amostragem

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FASE TAR EFAS

Determ inar o tam anho da am ostra

- Defin ir os objetivos da auditoria;- Identificar a população e a unidade de am ostragem ;- D im ensionar o tam anho da am ostra.

Selecionar a am ostra

- Defin ir m étodo de se leção.

Aplicar procedim entos

- Executar os procedim entos de auditoria.

Avaliar os resu ltados

- Projetar os erros para a popu lação;- Reavaliar risco de am ostragem .

Seleção da amostra

Seleção aleatória ou randômica Seleção sistemática Seleção casual (ou ao acaso ou por julgamento) - Desde que o

auditor tente extrair uma amostra representativa da população, sem intenção de incluir ou excluir unidades específicas.

Tipos mais comuns de amostragem estatística

AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES: É aquela em que a seleção dos elementos a serem examinados é feita de forma aleatória simples, com base em tabelas de números aleatórios, por exemplo. Para o seu uso, normalmente a população apresenta características de homogeneidade.

AMOSTRAGEM EXPLORATÓRIA: Este plano se aplica quando a

evidência de um caso simples de divergência ou irregularidade parece exigir uma investigação profunda, como no caso de fraudes ou quebras relevantes de controles.

AMOSTRAGEM POR ESTRATIFICAÇÃO: É usada quando do exame

de itens cujo valor apresenta grande variedade, havendo a necessidade de estabelecer estratos de modo que a variância do valor do item seja

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a menor possível dentro de cada estrato. O estrato é homogêneo e a população é heterogênea.

AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADO: Nesse caso, a população a

ser pesquisada é subdividida em regiões homogêneas, quanto às características a serem observadas ou testadas. Diferentemente da amostragem por estratificação, o estrato ou subconjunto é heterogêneo.

AMOSTRAGEM POR INTERVALO: Nesse caso, procede-se à seleção

de itens, de maneira que haja sempre um intervalo prefixado entre cada item selecionado, sendo essencial que essa amostra seja selecionada aleatoriamente e, para isso, deve-se observar o seguinte:

- que seja o primeiro item dos “n” iniciais (tamanho do intervalo) escolhido aleatoriamente;

- que os itens na população não estejam ordenados de modo a prejudicar a aleatoriedade;

- que nenhum item da população tenha sido retirado do arquivo antes de iniciada a escolha.

(AUDITOR DA RECEITA FEDERAL/2009/ESAF) O auditor, ao realizar o processo de escolha da amostra, deve considerar:I. que cada item que compõe a amostra é conhecido como unidade de amostragem;II. que estratificação é o processo de dividir a população em sub-populações, cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas ou similares;III. na determinação do tamanho da amostra, o risco de amostragem, sem considerar os erros esperados. a) Somente a I é verdadeira. b) Somente a II é verdadeira. c) I e III são verdadeiras. d) Todas são falsas. e) Todas são verdadeiras. (AUDITOR/CGE-PB/2008/CESPE) A normatização do exercício profissional pressupõe o estabelecimento de procedimentos e critérios para planejar e selecionar amostras de itens a serem examinados pelo auditor. A respeito do assunto, é correto afirmar que A população é o conjunto de dados selecionados para exame do auditor. B amostragem não-estatística é aquela em que o auditor seleciona itens para verificação segundo sua intuição, experiência pessoal e conhecimento da situação e da entidade. C o volume e o valor das transações são irrelevantes para definição das amostras.

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D estratificar uma população significa excluir previamente determinados itens para efeito de verificação pela auditoria. E cada estrato selecionado deve ter a mesma quantidade de itens selecionados. (ICMS/Rio/FGV/2010) O Conselho Federal de Contabilidade – CFC, com relação à amostragem em auditoria, define o termo anomalia como: (A) o risco de que a conclusão do auditor, com base em amostra, possa ser diferente se toda a população estiver sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. (B) a distorção ou o desvio comprovadamente não representativo de distorção ou desvio em uma população. (C) o processo de dividir uma população em subpopulações, cada uma sendo um grupo de subunidades de amostragem com características semelhantes. (D) um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. (E) o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. (ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2009) Ao usar métodos de amostragem estatística ou não-estatística, o auditor deve projetar e selecionar uma amostra, aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria, e avaliar os resultados da amostra, de forma a proporcionar: (A) evidência de auditoria suficiente e apropriada. (B) achados de auditoria relevantes e adequados. (C) realização do processo da auditoria. (D) reconhecimento dos riscos de auditoria. (E) aplicação da adequada técnica de auditoria.

TÓPICO 9: REPRESENTAÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO (CARTA DE RESPONSABILIDADE)

Carta de Responsabilidade ou Representações da Administração A carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade, cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas.

• é endereçada ao auditor independente • confirma as informações e os dados fornecidos ao auditor • confirma também as bases de preparação, apresentação e divulgação

das Demonstrações Contábeis submetidas para exame dos auditores

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• fornece ao auditor evidência de que a administração reconhece sua responsabilidade pela preparação e apresentação adequada.

Representações formais da administração O auditor deve solicitar à administração que forneça representação formal de que ela cumpriu a sua responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. O auditor deve solicitar à administração que forneça representação formal no sentido de que: (a) forneceu ao auditor todas as informações e permitiu os acessos necessários conforme entendimentos nos termos do trabalho de auditoria; e (b) todas as transações foram registradas e estão refletidas nas demonstrações contábeis. Data das Representações formais da administração

A data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior, à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis.

Em algumas circunstâncias pode ser apropriado que o auditor obtenha representação formal sobre afirmação específica das demonstrações contábeis durante o curso da auditoria. Quando for este o caso, pode ser necessário solicitar uma representação formal atualizada.

E caso a administração se recuse a prestar declarações?

Nesse caso, o auditor deve: a) discutir o assunto com a administração; b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso

pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e

c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria, considerando a possibilidade de abster-se de emitir opinião.

(AFRFB/ESAF/2009) O auditor, ao realizar auditoria na empresa Construção S.A., aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho, realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa, esta deve ser emitida na data a) de encerramento das demonstrações contábeis.

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b) do término dos relatórios de revisão. c) da publicação das demonstrações contábeis. d) de emissão do parecer dos auditores. e) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. (ICMS/SP/FCC/2009) A carta de responsabilidade da administração é um documento que compõe os papéis de auditoria. Dessa forma, NÃO seria seu objetivo (A) impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. (B) delimitar as responsabilidades do auditor independente e da administração. (C) dar maior credibilidade às informações verbais recebidas durante a auditoria. (D) dar garantia ao auditor independente quanto às suas responsabilidades, após a publicação das demonstrações. (E) atender as normas de auditoria independente.

TÓPICO 10: USO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS Uso de especialista

Especialista do auditor é uma pessoa ou organização com

especialização em área que não contabilidade ou auditoria, contratado pelo auditor, cujo trabalho nessa área é utilizado pelo auditor para ajudá-lo a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. O especialista do auditor pode ser interno (um sócio, ou equivalente no setor público quando relevante, ou uma pessoa que faz parte da equipe de auditoria), ou externo.

Uso de especialistas

O auditor pode necessitar contratar especialista para auxiliar na auditoria, como, por exemplo: advogado, engenheiro, economista, especialista em legislação tributária etc.

Cuidado: A especialização contábil ou em auditoria não são

consideradas para fins das normas de utilização de especialistas em auditoria independente.

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Avaliação da capacidade e da objetividade do especialista

O auditor deve avaliar se o especialista por ele contratado possui competência, habilidades e objetividade necessárias para fins da auditoria. No caso de especialista externo, a avaliação da objetividade deve incluir a indagação sobre interesses e relações que podem criar uma ameaça à objetividade desse especialista.

Responsabilidades do auditor

O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor.

A responsabilidade do auditor é verificar se o trabalho do especialista

é adequado para fins da auditoria e se as constatações ou conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada.

Uso de especialista

O auditor deve obter entendimento na área de especialização do especialista suficiente para permitir ao auditor:

a) determinar a natureza, o alcance e os objetivos do trabalho desse especialista; e

b) avaliar a adequação desse trabalho. Avaliação da adequação do trabalho do especialista

O auditor deve avaliar:

a) a relevância e razoabilidade das constatações ou conclusões desse especialista; b) se o trabalho do especialista envolve o uso de premissas e métodos significativos, a relevância e a razoabilidade dessas premissas e desses métodos nas circunstâncias; c) se o trabalho do especialista envolve o uso de dados-fonte significativos para o seu trabalho, a relevância, integridade e precisão desses dados-fonte. Referência ao especialista no relatório (parecer) do auditor independente

O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada (sem ressalva).

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O auditor pode fazer referência ao trabalho do especialista em

relatório com opinião modificada (com ressalva, adversa, abstenção de opinião), se essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião.

(SEFAZ/CE/ESAF/2006) Quando da utilização de serviços de especialista, não há responsabilidade do auditor a) em confirmar se o especialista é habilitado. b) em questionar a capacidade do especialista, desde que habilitado. c) quando o especialista for funcionário da empresa auditada. d) se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa. e) em divulgar o fato em parecer sem ressalva. (ISS/Rio/ESAF/2010) A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria, é correto afirmar, exceto: a) na avaliação do trabalho do especialista, não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada. b) na emissão de parecer sem ressalva, o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. c) a certificação profissional, licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. d) a responsabilidade, quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados, é do especialista e não do auditor. e) é atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para fins da auditoria.

TÓPICO 11: EVENTOS E TRANSAÇÕES SUBSEQUENTES TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES

Eventos subsequentes (negativos ou positivos) são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório.

EVENTOS SUBSEQÜENTES

O auditor considera três situações de eventos subseqüentes: 1- os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; 2 - os ocorridos depois da emissão do parecer e antes da divulgação das DC; e

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3 - os conhecidos após a divulgação das DC. Não são eventos subsequentes a serem considerados pela empresa auditada e pelo auditor para fins de ajustes ou divulgação:

os irrelevantes; os ocorridos durante o exercício auditado e objeto de ajustes nas

DC. Alguns eventos requerem ajustes e também atualização das divulgações:

Um exemplo da necessidade de atualização de divulgações é quando fica disponível, após a data do balanço, alguma evidência de uma contingência passiva que existia na data do balanço. Além de considerar se deve reconhecer ou modificar uma provisão, a entidade deve atualizar suas divulgações sobre a contingência passiva à luz daquela evidência.

EVENTOS QUE NÃO REQUEREM AJUSTES

A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subseqüentes à data do balanço que reflitam circunstâncias que surgiram após aquela data.

Um exemplo de evento subseqüente que não origina ajustes é o

declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis.

Eventos ocorridos entre a data das DC e do relatório do auditor

O auditor é responsável por aplicar procedimentos e solicitar ajustes ou divulgação. Os procedimentos devem ser executados tão próximos da data do parecer quando praticável e incluem:

- revisão dos procedimentos da administração; - leitura de atas de reuniões; - leitura das DC intermediárias posteriores; - indagação, escritas ou verbais, aos advogados; - indagação à administração e obtenção de carta de

responsabilidade.

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Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das DC

O auditor discute o assunto com a administração e decide quanto à alteração: novo relatório com dupla data.

Se a administração não alterar as DC: o auditor modifica a opinião caso o relatório não tenha sido entregue ou adota medidas especiais caso o seu relatório já tenha sido entregue à administração.

Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor após a data de divulgação das DC

O auditor discute o assunto com a administração e decide quanto à alteração: Se a administração resolve refazer as DC, o auditor aplica novos procedimentos e emite novo relatório de auditoria (nova ou dupla data).

Se a administração não alterar as DC: o auditor adota medidas especiais para impedir que seu Parecer seja utilizado por terceiros, resguardando, assim, seus direitos e obrigações legais.

Normas de parecer

O auditor independente considera em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente (NBCT 11).

O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou

reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente (NBC TA 560).

(Auditor/PM Jaboatão Guararapes/FCC/2006) NÃO se caracterizam como eventos subseqüentes, aqueles ocorridos (A) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. (B) após o término do trabalho de campo, com a emissão do parecer, e a data da divulgação das demonstrações contábeis. (C) durante o exercício social, mas contabilizados após o término do exercício social, como ajuste das demonstrações contábeis. (D) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada.

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(E) após a emissão do parecer pela firma de auditoria, antes da publicação das demonstrações contábeis. (ANALISTA/TRE/SE/FCC/2007) O auditor da Empresa Confim S.A. toma conhecimento de fato relevante em que a empresa perdeu seu principal cliente após o encerramento das demonstrações contábeis e emissão de seu parecer. Neste caso, o auditor deve (A) considerar o fato em seu parecer por meio de parágrafo de ênfase ou ressalva, quando não ajustadas ou reveladas pela empresa. (B) exigir que a empresa faça carta aberta ao mercado relatando os fatos, mantendo seu parecer por já ter encerrado os trabalhos. (C) manter o seu parecer, tendo em vista o fato ter ocorrido após o encerramento dos seus trabalhos e a respectiva emissão do parecer. (D)sempre emitir parecer adverso após o conhecimento dos fatos, cancelando o parecer anterior. (E)acordar com a empresa para que o fato relevante não seja divulgado ao mercado, mantendo a divulgação das demonstrações contábeis na forma anterior. (Analista Técnico/SUSEP/ESAF/2006) O auditor ao identificar eventos subseqüentes deve considerar a) somente eventos que gerem ajustes nas demonstrações contábeis. b) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis e no parecer de auditoria. c) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. d) fato não objeto da auditoria por ocorrer após o fechamento dos trabalhos de auditoria. e) exclusivamente, ajustes que modifiquem o parecer de auditoria. (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria deve: a) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos. b) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante. c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. d) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis. e) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.

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TÓPICO 12: RELATÓRIOS E PARECERES DE AUDITORIA

TIPOS DE RELATÓRIOS

A doutrina aponta que, dentre os relatórios formais - elaborados de forma escrita e sujeitos a determinadas normas – pode-se distinguir os seguintes tipos principais, a saber:

1. Relatórios em forma curta, chamados de “Parecer do Auditor”. 2. Relatórios em forma longa, que poderão ser bastante analíticos

quanto à descrição dos trabalhos realizados, mas poderão não conter uma opinião final e formal do auditor.

3. Relatórios sobre controle interno, que representam cartas-

comentários sobre os controles internos da empresa, ressaltando sua deficiências e fazendo sugestões e recomendações construtivas, para melhoria desses controles.

4. “Relatórios sobre Revisão Limitada”, que descrevem,

analiticamente, trabalhos elaborados pelo auditor, sem aplicação de todas as normas de auditoria geralmente aceitas. Neste tipo de relatório o auditor não expressa opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas, mas apenas descreve os trabalhos que executou, e declara se foi observado, ou não, algum desvio significativo na aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade quando na elaboração das demonstrações contábeis examinadas.

5. Relatórios especiais, que poderão decorrer de trabalhos diversos

executados pelo auditor, que não propriamente trabalhos de auditoria, tais como levantamentos de valores do ativo ou do passivo, conciliações de contas, exames específicos para apuração de irregularidades, além de inúmeros outros.

6. Relatório dos ciclos operacionais, que trata do resultado do

exame dos ciclos operacionais da organização, neles incluindo seus sistemas informatizados e sistemas de controles gerenciais.

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A forma padrão de abordagem do ponto de auditoria neste tipo de relatório é a seguinte: manchete (título) situação atual ou deficiência encontrada conseqüências recomendações ou soluções sugeridas benefício plano de ação (apresentado pelo auditado)

PARA FORMAÇÃO DE OPINIÃO O AUDITOR DEVE AVALIAR SE: (NBC TA 700)

a) as DC divulgam adequadamente as práticas contábeis; b) as práticas contábeis selecionadas e aplicadas são consistentes com a estrutura de relatório financeiro aplicável e são apropriadas; c) as estimativas contábeis são razoáveis; d) as informações apresentadas nas demonstrações contábeis são relevantes, confiáveis, comparáveis e compreensíveis; e e) há divulgação adequada dos eventos relevantes.

Estrutura do parecer/relatório

Estrutura do parecer/relatório

1º PARÁGRAFO OU INTRODUTÓRIO? Identificação das DC e das responsabilidades da administração2º PARÁGRAFO OU DE EXTENSÃO? Descrição concisa dos trabalhos executados3º PARÁGRAFO OU DA OPINIÃO? Expressa a opinião do auditorPARÁGRAFO DE ÊNFASE? Quando houver incerteza em relação a fato relevante de realização futura (após o § de opinião) Fonte: Livro “Auditoria”, de Sergio Jund, página 591

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OPINIÃO NÃO-MODIFICADA (SEM RESSALVAS)

Quando o auditor conclui que as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

Quando não existem distorções relevantes. Não representa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum

atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. EXEMPLO DE OPINIÃO NÃO-MODIFICADA (3) Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os seus aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco Volkswagem SA e suas controladas em 31 de dezembro de 2010, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro. A QUEM SE DESTINA O RELATÓRIO OU PARECER DO AUDITOR INDEPENDENTE? Em condições normais, o parecer é dirigido aos acionistas, cotistas, ou sócios, ao conselho de administração ou à diretoria da entidade, ou órgão equivalente, segundo a natureza desta. Em circunstâncias próprias, o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. DATA DO RELATÓRIO DO AUDITOR

O relatório do auditor independente não pode ter data anterior à data em que ele obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as demonstrações contábeis, incluindo evidência de que:

a) todas as demonstrações contábeis e notas explicativas foram elaboradas; e

b) os administradores afirmam que assumem a responsabilidade sobre essas demonstrações.

CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE HÁ NECESSIDADE DE MENÇÃO DE MAIS DE UMA DATA OU ATUALIZAÇÃO DA DATA ORIGINAL

Essas situações decorrem de transações e eventos subseqüentes à

conclusão dos trabalhos, e anteriores à emissão do parecer,

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considerados relevantes para as demonstrações contábeis e, conseqüentemente, para a opinião do auditor relevantes.

NECESSIDADE DE MENÇÃO DE MAIS DE UMA DATA OU ATUALIZAÇÃO DA DATA ORIGINAL

• Duas possibilidades:

estender os trabalhos até a data do novo evento, de modo a emitir o parecer com a data mais atual; ou

emitir o parecer com data dupla, ou seja, mantendo a data original para as demonstrações contábeis, exceto quanto a um assunto específico, adequadamente divulgado nas notas explicativas.

INCLUSÃO DE PARÁGRAFO DE ÊNFASE

• Podem existir situações que o auditor pretenda enfatizar em seu parecer, permanecendo o parecer sem ressalva, caso não existam divergências ou ressalvas quanto à correção das demonstrações.

• O parágrafo de ênfase é acrescentado após o de opinião e geralmente

o auditor faz menção à nota explicativa das demonstrações contábeis.

INCLUSÃO DE PARÁGRAFO DE ÊNFASE

Exemplos de situações que o auditor pode enfatizar em seu relatório: a) a entidade é componente de um empreendimento maior; b) transações importantes efetuadas com partes relacionadas; c) evento subseqüente relevante; d) incerteza relevante que pode afetar a continuidade operacional.

EXEMPLO DE UM PARÁGRAFO DE ÊNFASE

(4) Conforme mencionado na nota explicativa nº 10, a companhia está envolvida em diversos processos fiscais e trabalhistas. Os administradores e advogados são de opinião que as provisões constituídas são suficientes para cobrir eventuais perdas no desfecho desfecho desses processos.

OPINIÃO MODIFICADA DO AUDITOR CONTÁBIL

Com Ressalva:

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tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções são relevantes, mas não generalizadas nas demonstrações contábeis; ou

não consegue obter evidência (limitação), mas conclui que os possíveis efeitos são relevantes, mas não generalizados.

EXEMPLO DE RESSALVA (3) O Banco Volkswagem registra as suas operações e elabora as suas demonstrações financeiras com a observância das práticas contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, que requerem ajuste ao valor presente da carteira de arrendamento mercantil como provisão para superveniência (insuficiência) de depreciação, classificada no ativo permanente (Nota 2- e). Essas práticas não requerem a reclassificação das operações, que permanecem registradas de acordo com a Lei nº 6.099/74, para a rubricas de ativos circulante e realizável a longo prazo e receitas de operações de arrendamento mercantil entretanto, sem reflexo no resultado e no patrimônio líquido. OPINIÃO MODIFICADA DO AUDITOR CONTÁBIL Adversa: tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções são relevantes e generalizadas nas demonstrações contábeis. Abstenção de Opinião: quando há limitação na extensão (ausência de evidência) cujo efeito seria relevante e generalizado (afeta muitos itens); ou no caso de matéria envolvendo incerteza relevante que impossibilite o auditor de expressar opinião. EXEMPLO DE ABSTENÇÃO DE OPINIÃO (3) Pelo fato de termos sido contratados pela Alfa SA após 31 de dezembro de 2010, não acompanhamos os inventários físicos dos estoques de 31 de dezembro de 2010 e de 2009, nem foi possível nos satisfazer sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria. (4) Devido à relevância do assunto mencionado no parágrafo anterior, não emitimos opinião sobre as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1. (AFC/CGU/ESAF/2008) De acordo com a NBC-T-11, o Parecer do Auditor Independente, segundo a natureza da opinião que contém, pode ser classificado das seguintes formas, exceto: a) parecer sem ressalva.

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b) parecer com ressalva. c) parecer irregular. d) parecer adverso. e) parecer com abstenção de opinião. (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo, ao se deparar com algum passivo que represente para a empresa uma incerteza relevante, deve emitir parecer (A) com ressalva e limitação de escopo do trabalho. (B) sem ressalva e com limitação de escopo do trabalho. (C) adverso, evidenciando a incerteza constatada. (D) sem ressalva e com parágrafo adicional de ênfase. (E) com negativa de opinião e limitação de escopo. (AFRFB/ESAF/2009) Na emissão de parecer com abstenção de opinião para as demonstrações contábeis de uma entidade, pode-se afirmar que: a) elimina a responsabilidade do auditor de emitir qualquer parecer devendo este comunicar à administração da empresa da suspensão dos trabalhos. b) não suprime a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio, independente da relevância ou materialidade, que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. c) exclui a responsabilidade do auditor de se manifestar sob qualquer aspecto das demonstrações. d) não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. e) extingue a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. (AFRFB/ESAF/2009) A empresa de Transportes S.A. é uma empresa que tem seus registros contábeis e procedimentos estabelecidos por agência de fiscalização. A agência estabeleceu procedimento para registro das concessões que diverge significativamente, do procedimento estabelecido pelo Conselho Federal de Contabilidade. Nessa situação, deve o auditor emitir parecer: a) sem abstenção de opinião. b) adverso. c) com ressalva. d) sem ressalva, mas evidenciando em nota explicativa a divergência. e) com abstenção de opinião.

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TÓPICO 13: EVIDÊNCIAS E DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA

EEVVIIDDÊÊNNCCIIAASS DDEE AAUUDDIITTOORRIIAA Evidência de auditoria compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. A evidência de auditoria inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e outras informações.

EEVVIIDDÊÊNNCCIIAASS DDEE AAUUDDIITTOORRIIAA

Adequação da evidência de auditoria é a medida da qualidade da evidência de auditoria, isto é, a sua relevância e confiabilidade para suportar as conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor.

Suficiência da evidência de auditoria é a medida da quantidade da evidência de auditoria. A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade da evidência de auditoria.

EEVVIIDDÊÊNNCCIIAASS DDEE AAUUDDIITTOORRIIAA

Ao estabelecer e executar procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar a relevância e confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria.

EEVVIIDDÊÊNNCCIIAASS DDEE AAUUDDIITTOORRIIAA

Se as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria forem elaboradas com a utilização de um especialista da administração, o auditor deve, na medida necessária, levando em conta a importância do trabalho desse especialista para os propósitos do auditor: - avaliar a competência, habilidades e objetividade do especialista; obter

entendimento do trabalho do especialista e avaliar a adequação do trabalho desse especialista como evidência de auditoria.

CCLLAASSSSIIFFIICCAAÇÇÃÃOO DDAASS EEVVIIDDÊÊNNCCIIAASS

Físicas: decorrente de inspeção ou observação.

Testemunhais: decorrente de entrevistas ou circularizações interna e externa.

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Documentais: decorrente da análise documental.

Analítica: decorrente do resultado de cálculos, comparações, correlações, análise das informações, etc.

OBJETIVOS DA DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA ((NNBBCC TTAA 223300))::  

fornecer evidência de auditoria; assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da

auditoria; permitir a revisão do trabalho de auditoria; permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada

por seu trabalho; manter um registro de assuntos de importância recorrente

para auditorias futuras; permitir a condução de revisões e inspeções de controle de

qualidade;

EEXXEEMMPPLLOOSS DDAA DDOOCCUUMMEENNTTAAÇÇÃÃOO DDEE AAUUDDIITTOORRIIAA

Programas de auditoria Análises Memorandos de assuntos de trabalho Resumos de assuntos significativos Cartas de confirmação e de representação Listas de verificação correspondências (inclusive correio eletrônico) referentes a assuntos significativos

AASSPPEECCTTOOSS IIMMPPOORRTTAANNTTEESS PPAARRAA OO CCOONNCCUURRSSOO

Os Papéis de Trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. Podem ser disponibilizados a terceiros com autorização formal da entidade.

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Guarda por prazo não inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor.

AASSPPEECCTTOOSS IIMMPPOORRTTAANNTTEESS PPAARRAA OO CCOONNCCUURRSSOO

PTs documentam todas as etapas de auditoria. O seu registro é matéria de julgamento profissional do auditor, pois só se deve documentar as informações relevantes para subsidiar opiniões e conclusões.

Papéis de trabalho padronizados melhoram a eficácia dos trabalhos. CCLLAASSSSIIFFIICCAAÇÇÃÃOO QQUUAANNTTOO ÀÀ NNAATTUURREEZZAA PPAAPPÉÉIISS PPEERRMMAANNEENNTTEESS XX CCOORRRREENNTTEESS

PERMANENTES: são aqueles de importância contínua, ano após ano, ou seja, servem para mais de uma auditoria. São exemplos: organograma; estatuto; descrição do sistema contábil; cópias de contratos de longo prazo; cartões de assinaturas e rubricas das pessoas responsáveis pela aprovação das transações; manuais de procedimentos internos; cópias de atas de reuniões com decisões que afetem mais de um exercício; legislações específicas aplicáveis à empresa; etc.

PPAAPPÉÉIISS PPEERRMMAANNEENNTTEESS XX CCOORRRREENNTTEESS

CORRENTES: são aqueles obtidos como evidências da auditoria de um determinado exercício e só valem para aquela auditoria. São exemplos: cartas de circularização; respostas aos questionamentos do auditor; resultado da contagem física; caixa e bancos; contas a receber; imposto de renda; revisão analítica; demonstrações financeiras; questionário de controle interno, etc.

(TCM/CE/FCC/2010) Quanto à natureza dos papéis de trabalho de

auditoria é correto afirmar que se classifica como a) programa o detalhamento dos procedimentos a serem adotados pelo

auditor durante o trabalho de auditoria; e operacional o registro dos exames de auditoria.

b) evidência as observações e exceções identificadas; e ajustes as reclassificações das contas.

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c) corrente o papel utilizado apenas em um exercício social e permanente aquele utilizado em mais de um exercício social.

d) balanço o papel utilizado para registro dos saldos de balanço do ano anterior e do ano em exame; e administrativo aquele utilizado para registro de tarefas administrativas do trabalho, tais como: horas, despesas etc.

e) convencional a formalização do trabalho de auditoria em papéis de trabalho; e eletrônico a formalização do trabalho de auditoria por meio eletrônico, denominado paperless.

(TCM/PA/FCC/2010) De acordo com as normas brasileiras de

contabilidade, em relação aos papéis de trabalho da auditoria independente das demonstrações contábeis, é correto afirmar:

a) Os papéis de trabalho do auditor independente, quando solicitados por terceiros, somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada.

b) O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de três anos, a parti r da data de emissão do seu parecer.

c) As normas brasileiras de contabilidade desencorajam a utilização de papéis de trabalho padronizados.

d) O auditor não pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade, independentemente de sua forma, conteúdo e consistência.

e) As informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade, bem como sobre o ambiente de negócios em que ela opera, não devem constar de papéis de trabalho do auditor, já que são informações de ordem confidencial.

TÓPICO 14: ESTIMATIVAS CONTÁBEIS E CONTINUIDADE OPERACIONAL

ESTIMATIVAS CONTÁBEIS

Alguns itens das demonstrações contábeis não podem ser mensurados com precisão, mas podem ser apenas estimados. Para fins desta Norma, essa forma de mensuração desses itens das demonstrações contábeis é denominada estimativa contábil.

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Estimativas contábeis podem estar associadas à previsão do desfecho de uma transação ou à mensuração do valor de uma transação corrente nas condições existentes na data da mensuração.

RESPONSABILIDADES

A administração é responsável pelas estimativas contábeis. Os objetivos do auditor são obter evidência de auditoria suficiente e

apropriada: a) se as estimativas contábeis registradas ou divulgadas nas DC são razoáveis; e b) se as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis são adequadas, no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável.

TESTE DE ESTIMATIVAS CONTÁBEIS

O auditor deve: - avaliar o risco de distorção e o grau de incerteza nas estimativas - revisar e testar o processo de uma estimativa contábil - usar estimativa independente e comparar com a estimativa feita

pela administração - revisar eventos subsequentes que confirmem o desfecho das

estimativas TESTE DE ESTIMATIVAS CONTÁBEIS

  O auditor deve revisar o desfecho das estimativas contábeis incluídas

nas demonstrações contábeis do período anterior ou, quando aplicável, seus recálculos posteriores para o período corrente.

Uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente reconhecido ou divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações contábeis.

TIPOS DE ESTIMATIVAS

De natureza simples: menor risco e grau de incerteza Exemplos: estimativas frequentes ou rotineiras; derivadas de dados prontamente disponíveis; modelo de mensuração bem conhecido e aceito.

De natureza complexa: maior risco e grau de incerteza Exemplos: estimativa em desfecho de litígios; estimativas com modelo altamente especializado.

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(ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) dos auditores externos. b) dos advogados. c) da auditoria interna. d) do conselho de administração. e) da administração da empresa. (AFRFB/ESAF/2009) O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. CONTINUIDADE OPERACIONAL

De acordo com o pressuposto de continuidade operacional, a entidade é vista como continuando em operação em futuro previsível.

Quando o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado, ativos e passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus passivos no curso normal dos negócios.

OBJETIVO DO AUDITOR

A responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria suficiente sobre a adequação do uso, pela administração, do pressuposto de continuidade operacional na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis e expressar uma conclusão sobre se existe incerteza significativa sobre a capacidade de continuidade operacional.

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INDICADORES DE RISCO E INCERTEZA

Financeiros: passivo a descoberto; indicações de retirada de suporte financeiro por credores; fluxos de caixa operacionais negativos, etc.

Operacionais: intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações; perda de pessoal chave da administração sem reposição; perda de mercado importante, clientes importantes, etc.

Outros: descumprimento de exigências de capital, incluindo outras exigências legais; processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade; mudança de legislação; catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior, quando de sua ocorrência.

CARACTERIZAÇÃO DA CONTINUIDADE

O auditor deve revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional.

Se a avaliação elaborada pela administração, sobre a capacidade de continuidade, cobrir menos de doze meses, a partir da data das demonstrações contábeis, o auditor deve solicitar que a administração estenda o período de avaliação para pelo menos doze meses, a partir daquela data.

CARACTERIZAÇÃO DA CONTINUIDADE

A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das Demonstrações Contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade.

PROCEDIMENTOS ADICIONAIS DE AUDITORIA

Se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe ou não incerteza significativa, por meio de procedimentos adicionais de auditoria, incluindo a consideração de fatores atenuantes, como, por exemplo, avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional.

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USO APROPRIADO DO PRESSUPOSTO DE CONTINUIDADE OPERACIONAL, PORÉM COM A EXISTÊNCIA DE INCERTEZA SIGNIFICATIVA - Se for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis: opinião sem ressalvas e incluir um parágrafo de ênfase. - Se não for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis: opinião com ressalva ou adversa. USO INAPROPRIADO DO PRESSUPOSTO DE CONTINUIDADE OPERACIONAL

Nesse caso, o auditor deve expressar uma opinião adversa independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação da inadequação do uso, pela administração, do pressuposto de continuidade operacional.

(ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) O auditor externo, ao avaliar as demonstrações contábeis da empresa Evolution S.A., identificou que a empresa está discutindo a similaridade de seus produtos com produtos de concorrentes que possuem isenção de tributação. A empresa não vem recolhendo o referido tributo há mais de 5 anos e o valor relativo a essa contingência é significativo. Caso a decisão vier a ser contrária à empresa, a mesma entrará em processo de descontinuidade. A decisão deve ter seu mérito julgado em quatro anos. Dessa forma deve o auditor emitir parecer: a) negativa de opinião, por não poder firmar opinião sobre as demonstrações contábeis. b) com ressalva, evidenciando o fato como restritivo às demonstrações contábeis. c) adverso, por não permitir avaliar as demonstrações contábeis. d) sem ressalva, visto que há incerteza no desdobramento da causa. e) sem ressalva, com introdução de parágrafo de ênfase fazendo referência à nota explicativa que deve descrever detalhadamente o evento. (AFRFB/ESAF/2009) No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S.A., o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão, estando a empresa com dificuldades para substituí-los. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos, sem grandes chances de sucesso em sua defesa. Esses fatos representam respectivamente indicadores:

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a) de operação, de operação e financeiro. b) financeiro, financeiro e financeiro. c) de outras indicações, de operação e financeiro. d) financeiro, financeiro e de operação. e) financeiro, de operação e de outras indicações. (AFRFB/ESAF/2009) O auditor da empresa Encerramento S.A. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade, nos próximos 6 meses. Dessa forma, deve o auditor: a) informar, em parágrafo de ênfase no parecer, os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. b) emitir parecer com ressalva, limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. d) emitir parecer sem ressalva, mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis, de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. e) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona, trazendo os valores dos ativos e passivos, a valor de realização.

TÓPICO 15: EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1) NÃO SE CONSIDERA AMOSTRAGEM DE AUDITORIA: a) a seleção a cada dez bens do controle patrimonial para fins de testes de cálculo da depreciação. b) a aplicação de procedimentos de auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular. c) o teste de validação de contas a receber, através da estratificação dos saldos. d) a seleção de dez funcionários aleatórios da folha de pagamento para teste da provisão de férias. 2) SÃO PRINCÍPIOS DE CONTROLE INTERNO: a) responsabilidade, rotinas internas, auditoria interna e conjugação de funções. b) responsabilidade, auditoria externa, integridade e segregação de funções. c) acesso aos ativos, rotinas internas, auditor interno e segregação de funções.

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d) responsabilidade, integridade, auditor interno e custo do controle x benefícios. 3) SÃO FORMAS DE LEVANTAMENTO DOS CONTROLES: a) fluxograma, questionário e descrição. b) entrevista, descrição e elaboração. c) questionário, inventário e documentação. d) organograma, questionário e intimação. 4) ASSINALE O ITEM INCORRETO: a) a auditoria interna realiza auditoria contábil e operacional e a auditoria externa realiza somente auditoria contábil. b) o auditor interno possui autonomia e o auditor externo possui independência. c) a auditoria interna é obrigatória, conforme determina a Lei 6.404/76, e a auditoria externa deve disponibilizar seus papéis de trabalho sempre que solicitados. d) a auditoria interna aplica maior volume de testes e a auditoria externa menor volume. 5) ASSINALE A ALTERNATIVA QUE LEVARIA O AUDITOR A EMITIR UMA OPINIÃO ADVERSA a) o auditor constatou que a empresa Alpha S.A somente faturava parte de suas mercadorias vendidas e que boa parte das mercadorias compradas entravam sem documentação hábil. b) o auditor constatou que a empresa Beta S.A não estava reconhecendo os juros e as variações monetárias de seus contratos de financiamento junto ao Banco Empresa Tudo S.A, efetuando a contabilização somente no pagamento do empréstimo. c) o auditor, ao executar os trabalhos na empresa Gama S.A encontrou divergências no cálculo da provisão para contingências trabalhistas. Ao analisar a relevância dos números, percebeu que os mesmos não afetavam as demonstrações contábeis. d) o auditor, ao avaliar as demonstrações financeiras da empresa Omega S.A, não conseguiu compor o saldo das contas de financiamento concedidos, nem das contas de investimentos. 6) ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: a) a data do parecer do auditor deve corresponder ao dia do encerramento das demonstrações contábeis. b) a abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante constatado.

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c) a limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou a parecer adverso. d) a decisão sobre que tipo de opinião modificada é apropriado depende da relevância da distorção e da opinião do auditor sobre a disseminação dos efeitos do assunto sobre as demonstrações contábeis. 7) ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA a) o auditor externo, ao constatar a existência de evento que altera substancialmente a situação patrimonial da empresa, deve elaborar notas explicativas e ressalvar o parecer. b) a alteração do controle acionário e a destruição de estoques em decorrência de sinistro são exemplos de transações e eventos subseqüentes que requerem ajustes. c) o auditor é responsável por revelar eventos subseqüentes relevantes entre a data do término do exercício social e até após a data da divulgação das demonstrações contábeis. d) os procedimentos para identificar transações e eventos subseqüentes relevantes devem ser executados tão próximo da data do seu relatório sobre as demonstrações contábeis quanto for praticável. 8) O PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO DE DADOS USADO PELA AUDITORIA, NO QUAL SE UTILIZAM VALORES OU SALDOS A SEREM CONFIRMADOS NA DATA-BASE INDICADA É DENOMINADO: a) branco; b) negativo; c) de validação; d) preto. 9) AO DEFINIR A AMOSTRA, O AUDITOR DEVE ESTABELECER: a) procedimentos que não permitam a estratificação da amostra pela empresa a ser auditada. b) um modelo de seleção que não permita haver erro tolerável, visto que o mesmo permite erro de detecção. c) uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área a ser auditada. d) uma paridade ao modelo estabelecido conjuntamente com a empresa a ser auditada em suas operações. 10) ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA: a) o risco de auditoria é considerado como a possibilidade de o auditor emitir um parecer tecnicamente inadequado.

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b) evento subseqüente consiste no procedimento de verificação do comportamento de Ativos ou Passivos relevantes, por meio de índices ou quocientes, visando a identificar tendências ou situações anormais. c) a obtenção de informações colhidas de pessoas ou entidades, para confirmação de transações, conhecida na atividade de auditoria como circularização, é classificada, quanto à forma de resposta, em positiva ou negativa. d) o papel de trabalho do auditor pode ser classificado, quanto à forma de arquivo, em corrente e permanente. 11) ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: a) a inspeção consiste na constatação “in loco”, que deverá fornecer à equipe a certeza da existência, ou não, do objeto ou item verificado. b) o cálculo verifica o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situações anormais. c) a circularização é uma técnica de auditoria que envolve respostas formuladas por terceiros, de caráter sigiloso, recebidas verbalmente pelo auditor. d) a inspeção consiste no acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. 12) ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: a) o auditor realiza um teste substantivo quando verifica se o responsável pelo setor financeiro autorizou previamente os pagamentos das notas fiscais recebidas, realizados pelo setor financeiro. b) o erro tolerável é um dos aspectos a ser considerado no planejamento e na determinação da amostra de auditoria e, quanto menor o erro tolerável, maior deve ser o tamanho da amostra. c) o planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e a supervisão do auditor, e o compartilhamento da responsabilidade pelos trabalhos executados. d) a observação é técnica indispensável da auditoria, podendo revelar erros, problemas ou deficiências por meio do exame, mas, pela sua simplicidade, não depende dos conhecimentos e experiência do auditor. 13) ASSINALE A ALTERNATIVA INCORRETA:

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a) mesmo que haja bom sistema de controle interno, o auditor aplica maior volume de testes do que o normal em caixa e bancos, já que o risco é maior. b) a melhor forma de se certificar da existência de recursos em caixa e em bancos é contá-los fisicamente. c) a circularização positiva de saldos de clientes é utilizada para clientes com saldo alto ou quando o controle interno sobre as contas a receber é fraco. d) quando os estoques em poder de terceiros são de valor relevante, além da obtenção de confirmação por escrito, o auditor deve inspecioná-los fisicamente. 14) O RISCO DE QUE OS SISTEMAS DE CONTROLES POSSAM FALHAR NA DETECÇÃO, EM TEMPO HÁBIL, DE ERROS E IRREGULARIDADES, É O RISCO a) de detecção b) inerente c) de controle d) de auditoria 15) MARQUE A ALTERNATIVA INCORRETA: a) o auditor deve documentar a estratégia global, o plano de auditoria e as alterações significativas ocorridas no plano de auditoria durante a execução do trabalho. b) quanto maior forem os riscos inerente e de controle avaliados pelo auditor, maior será o risco de detecção estabelecido. c) os procedimentos para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas Demonstrações Contábeis devem ser executados tão próximos da data do parecer do auditor quanto for praticável. d) a incerteza em relação a fato relevante, cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira de uma entidade, implica na emissão de um parecer sem ressalva, com parágrafo de ênfase. 16) ASSINALE O ITEM CORRETO: a) o processo de avaliação do controle interno inicia-se pela fase de realização dos testes de cumprimento de normas internas. b) quando o risco de erros e fraudes em um processo for avaliado como baixo, o auditor não necessita aplicar testes de auditoria sobre esse processo. c) ao proceder ao levantamento dos controles, o auditor utiliza memorandos narrativos, questionários padronizados e fluxogramas para documentar os controles internos.

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d) o auditor avalia o ambiente de controle existente e os procedimentos de controles internos; ao avaliar o ambiente de controle o auditor considera os sistemas de informação computadorizados e os controles adotados. 17) QUANTO AOS PAPÉIS DE TRABALHO DE AUDITORIA, É CORRETO AFIRMAR QUE: a) são evidências que facilitam e servem de revisão dos trabalhos realizados pelo auditor. b) são de propriedade exclusiva do auditado. c) podem ser divulgados a terceiros, pois são de domínio público. d) devem ser guardados por, no mínimo, dez anos, a contar da data de emissão do parecer. 18) ASSINALE O ITEM CORRETO: a) as estimativas contábeis são de responsabilidade do auditor. b) a carta de responsabilidade da administração é endereçada aos responsáveis pela governança. c) a responsabilidade primária pela detecção de fraudes é dos auditores. d) os controles internos são de responsabilidade da administração da entidade auditada. 19) ASSINALE O ITEM CORRETO: a) quanto maior for o risco, menor será a relevância. b) quanto menor for o risco, menor será a relevância. c) não existe relação entre risco e relevância. d) quanto maior for o risco, maior será a relevância. 20) É EVIDÊNCIA DE INDEPENDÊNCIA DO AUDITOR EXTERNO: a) parentesco com administrador, acionistas ou sócios da empresa auditada. b) participação direta ou indireta como sócio ou acionista da empresa auditada. c) ser representante comercial da empresa auditada sem vínculo empregatício. d) ter sido empregado há mais de três anos da empresa auditada.

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TÓPICO 16: PROVAS RECENTES COMENTADAS PROVA AFRFB ESAF 2009/2010 Questão 21- A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é: a) da administração. b) da auditoria interna. c) do conselho de administração. d) da auditoria externa. e) do comitê de auditoria. Questão 23 - O auditor, ao realizar auditoria na empresa Construção S.A., aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho, realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa, esta deve ser emitida na data a) de encerramento das demonstrações contábeis. b) do término dos relatórios de revisão. c) da publicação das demonstrações contábeis. d) de emissão do parecer dos auditores. e) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. Questão 24 - O auditor, ao realizar o processo de escolha da amostra, deve considerar: I. que cada item que compõe a amostra é conhecido como unidade de amostragem; II. que estratificação é o processo de dividir a população em subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas ou similares; III. na determinação do tamanho da amostra, o risco de amostragem, sem considerar os erros esperados. a) Somente a I é verdadeira. b) Somente a II é verdadeira. c) I e III são verdadeiras. d) Todas são falsas. e) Todas são verdadeiras. Questão 26 - A empresa Agrotoxics S.A. tem seus produtos espalhados por diversos representantes, em todas as regiões do Brasil.

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Seu processo de vendas é por consignação, recebendo somente após a venda. O procedimento de auditoria que garantiria confirmar a quantidade de produtos existentes em seus representantes seria: a) inventário físico. b) custeio ponderado. c) circularização. d) custeio integrado. e) amostragem. Questão 27- O auditor da empresa Encerramento S.A. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade, nos próximos 6 meses. Dessa forma, deve o auditor: a) informar, em parágrafo de ênfase no parecer, os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. b) emitir parecer com ressalva, limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. d) emitir parecer sem ressalva, mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis, de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. e) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona, trazendo os valores dos ativos e passivos, a valor de realização. Questão 28 - O auditor externo, ao realizar auditoria na empresa Participações S.A., constatou contrato de mútuo entre companhias coligadas, com taxas de juros de 4% a.m. e sem o recolhimento do IOF sobre a operação. Considerando que a taxa de juros praticada no mercado, no período do contrato, era de 2% a.m., o auditor pode afirmar que a transação: a) é normal e está dentro das práticas estabelecidas pelo mercado para operações dessa natureza. b) é normal, exceto quanto ao não recolhimento do IOF, que é obrigatório nas operações de crédito. c) está irregular, por ter condições superiores às praticadas pelo mercado, bem como sem a retenção do IOF, obrigatório em todas as transações financeiras. d) é normal, visto que operações feitas entre companhias do mesmo grupo devem praticar taxas de juros superiores às praticadas pelo mercado.

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e) é irregular por não ser permitido empréstimos entre companhias do grupo, mas que está correta sobre o não recolhimento do IOF, o qual não incide em operações feitas entre empresas não financeiras. Questão 29 - Com relação aos relatórios de auditoria interna, pode-se afirmar que: a) podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores, sendo conduzidos aos interesses desses. b) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa, sem restrição. c) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. d) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. e) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, por não possuírem informações completas. Questão 30 - A auditoria externa realizou na empresa Avalia S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a: a) inspeção. b) revisão analítica. c) investigação. d) observação. e) confronto. Questão 32 - O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. c) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. 33 - A empresa Parcial S.A. realizou o estorno da Reserva de Reavaliação, conforme permissibilidade estabelecida pela Lei n. 11.638/2007. No entanto, o contador não realizou o estorno dos impostos pertinentes à reavaliação. Dessa forma pode-se afirmar que:

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a) a conta de reserva de reavaliação está superavaliada. b) a conta de investimento reavaliação está adequada. c) a conta de imposto de renda diferido está superavaliada. d) a conta de lucros acumulados está superavaliada. e) a conta de resultado do exercício está subavaliada. Questão 34 - A empresa Grandes Resultados S.A. possui prejuízos fiscais apurados nos últimos três anos. A empresa estava em fase pré-operacional e agora passou a operar em plena atividade. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros. O procedimento técnico básico que aplicado pelo auditor constataria esse evento seria: a) ocorrência. b) circularização. c) cálculo. d) inspeção. e) inventário físico. Questão 35 - A empresa Eletronics S.A. fabrica televisores de LCD de última geração. A garantia convencional é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano mediante pagamento complementar. Como o custo é baixo, em 90% dos casos o cliente adquire. A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços, no resultado. Pode-se afirmar que, nesse caso, não está sendo atendido o princípio: a) da continuidade. b) do custo como base do valor. c) da competência. d) da neutralidade. e) da entidade. Questão 36 - A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria deve: a) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos. b) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante. c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. d) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis.

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e) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. Questão 37 - No processo de amostragem o LSE – Limite Superior de Erro para superavaliações é determinado pela: a) soma do erro projetado e da provisão para risco de amostragem. b) divisão da população pela amostra estratificada. c) soma do erro estimado e da confiabilidade da amostra. d) divisão do erro total pela população escolhida. e) subtração do erro total, do desvio das possíveis perdas amostrais. Questão 38 - Na emissão de parecer com abstenção de opinião para as demonstrações contábeis de uma entidade, pode-se afirmar que: a) elimina a responsabilidade do auditor de emitir qualquer parecer devendo este comunicar à administração da empresa da suspensão dos trabalhos. b) não suprime a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio, independente da relevância ou materialidade, que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. c) exclui a responsabilidade do auditor de se manifestar sob qualquer aspecto das demonstrações. d) não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. e) extingue a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. Questão 39 - A empresa de Transportes S.A. é uma empresa que tem seus registros contábeis e procedimentos estabelecidos por agência de fiscalização. A agência estabeleceu procedimento para registro das concessões que diverge significativamente, do procedimento estabelecido pelo Conselho Federal de Contabilidade. Nessa situação, deve o auditor emitir parecer: a) sem abstenção de opinião. b) adverso. c) com ressalva. d) sem ressalva, mas evidenciando em nota explicativa a divergência. e) com abstenção de opinião.

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Questão 40 - No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S.A., o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão, estando a empresa com dificuldades para substituí-los. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos, sem grandes chances de sucesso em sua defesa. Esses fatos representam respectivamente indicadores: a) de operação, de operação e financeiro. b) financeiro, financeiro e financeiro. c) de outras indicações, de operação e financeiro. d) financeiro, financeiro e de operação. e) financeiro, de operação e de outras indicações. PROVA CVM AUDITORIA ESAF 2010 26- Assinale a opção que indica uma ação capaz de eliminar a perda de independência da entidade de auditoria por interesse financeiro direto. a) Fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a extensão desse interesse. b) Encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade. c) Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro da equipe de auditoria. d) Alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a conclusão dos trabalhos. e) Comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse interesse e aguardar pronunciamento. Questão 27 - Visando manter a qualidade e a credibilidade do seu trabalho, ao identificar ameaças que possam comprometer a sua independência, o auditor deve tomar a seguinte providência: a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as providências necessárias à sua eliminação. b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-las a um nível aceitável, documentando-as. c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das ameaças mediante acordo entre as entidades. d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e controle do setor em que atua a entidade auditada. e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela governança da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu parecer.

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Questão 28 - Assinale a opção que indica uma exceção aos princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor na condução de trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis. a) Independência técnica. b) Confidencialidade. c) Competência e zelo profissional. d) Comportamento e conduta profissional. e) Objetividade. Questão 29 - Assinale opção falsa a respeito das evidências de auditoria. a) A quantidade necessária de evidência de auditoria é afetada pela avaliação dos riscos de distorção. b) A qualidade é fator importante para determinar a suficiência das evidências. c) A opinião do auditor é sustentada nas evidências de auditoria. d) As auditorias anteriores não podem ser uma fonte de evidência segura se tiver sido executada por outra entidade de auditoria. e) A forma primária de obtenção de evidência é a partir de procedimentos de auditoria executados durante o curso da auditoria. Questão 30 - Segundo as normas de auditoria vigentes, risco de auditoria pode ser caracterizado como: a) o risco de haver insuficiência de informações sobre determinada transação nas demonstrações contábeis sem que o auditor possa perceber. b) possibilidade de ser o trabalho do auditor inviabilizado pela inexistência de informações confiáveis para o trabalho. c) o risco de o Controle Interno não ter detectado a tempo uma falha que leva a entidade a elaborar demonstrações contábeis distorcidas. d) o risco de o auditor expressar uma opinião de auditoria inadequada, quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. e) possibilidade de o auditor emitir parecer sem ressalvas, quando distorções relevantes nas demonstrações contábeis forem intencionalmente encobertas. Questão 31 - No parecer sobre as demonstrações contábeis, o auditor deve emitir sua opinião afirmando se estas representam adequadamente ou não a situação patrimonial da entidade. Nesse parecer, devem ser observados os seguintes aspectos relevantes, exceto: a) as obrigações para o período seguinte.

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b) a origem e a aplicação dos recursos para o período a que correspondem. c) as mutações do patrimônio líquido. d) a posição patrimonial e financeira. e) o resultado das operações no período. Questão 35 - Na comunicação das deficiências do controle interno, o auditor deve explicitar que: a) as deficiências observadas têm relação direta com a elaboração das demonstrações contábeis e são suficientes para comprometer o funcionamento da entidade. b) os assuntos comunicados estão limitados às deficiências que o auditor identificou durante a auditoria e concluiu serem de importância suficiente para comunicar aos responsáveis pela governança. c) o exame efetuado nos controles internos, embora relacionados com as demonstrações contábeis, se estenderam para além do limite destas. d) os controles internos avaliados demonstram que a organização necessita desenvolver programas de governança nas áreas financeiras e contábeis. e) as distorções detectadas decorreram única e exclusivamente das deficiências desse controle detectados como falhos. Questão 36 - A respeito de planejamento na realização de auditorias é correto afirmar: a) é a fase inicial dos trabalhos e deve ser concluída antes que as equipes específicas e/ou especializadas iniciem suas avaliações. b) constitui-se nos trabalhos iniciais de coleta de informações a respeito da entidade a ser auditada e dos mecanismos de controle existentes. c) não é uma fase isolada da auditoria, mas um processo contínuo e iterativo, que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior, continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. d) é a fase em que participa, além da equipe de auditoria, toda a área de gestão e governança da entidade, em especial, a área responsável pela elaboração das demonstrações contábeis. e) consiste em definir as estratégias gerais e o plano de trabalho antes do início de qualquer atividade de avaliação e revisão das demonstrações.

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Questão 37 - Na elaboração da documentação de auditoria (Papéis de Trabalho), no que se refere à forma, ao conteúdo e a extensão, o auditor deve levar em conta os seguintes fatores, exceto: a) importância da evidência de auditoria obtida. b) tamanho e complexidade da entidade auditada. c) riscos identificados de distorções relevantes nas demonstrações contábeis. d) natureza dos procedimentos de auditoria a serem executados. e) volume dos recursos das transações auditadas. Questão 40 - O responsável pela revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria deve realizar uma avaliação objetiva dos julgamentos significativos levando em conta os seguintes aspectos, exceto: a) avaliação das conclusões atingidas ao elaborar o relatório e considerar se o relatório é apropriado. b) discussão de assuntos significativos com o encarregado do trabalho. c) revisão da documentação selecionada de auditoria relativa aos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas. d) revisão das demonstrações contábeis e do relatório proposto. e) discussão do julgamento e relatório com a direção da entidade auditada. PROVA ISS RIO ESAF 2010 Questão 61 - A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente, é correto afirmar que: a) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos, enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. b) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade, enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis. c) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade. d) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade, enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. e) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade.

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Questão 62 - Assinale a opção falsa a respeito dos assuntos que, se bem equacionados, ajudam o auditor a reduzir o risco de detecção em uma auditoria. a) Formação de equipes de trabalho com pessoal preparado. b) Revisão e supervisão dos trabalhos de auditoria realizados. c) Aplicação do ceticismo profissional. d) Planejamento adequado dos trabalhos de auditoria. e) Diminuição do escopo de exame e redução do número de transações. Questão 63 - Para a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade, o procedimento de auditoria a ser aplicado é: a) inspeção. b) observação. c) revisão analítica. d) confirmação. e) solicitação de informações. Questão 64 - Avalie, se verdadeiro ou falso, os itens a seguir a respeito do uso de amostragem estatística em auditoria e assinale a opção que indica a seqüência correta. I. O nível de risco que o auditor está disposto a aceitar não afeta o tamanho da amostra exigido em razão da existência de outros controles a serem utilizados; II. O auditor seleciona itens para a amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecionada; III. Existem outros riscos não resultantes da amostragem tais como o uso de procedimentos de auditoria não apropriados; IV. Para os testes de controle, uma taxa de desvio da amostra inesperadamente alta pode levar a um aumento no risco identificado de distorção relevante. a) V, V, F, V b) F, V, V, V c) V, V, V, F d) F, F, F, V e) V, F, V, F Questão 65 - A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria, é correto afirmar, exceto: a) na avaliação do trabalho do especialista, não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada.

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b) na emissão de parecer sem ressalva, o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. c) a certificação profissional, licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. d) a responsabilidade, quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados, é do especialista e não do auditor. e) é atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para os fins da auditoria. PROVA AUDITOR PM ANGRA DOS REIS FGV 2011 75. Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses princípios estão em linha com os princípios de Código de Ética do IFAC, cujo cumprimento é exigido dos auditores e encontram-se listados a seguir, À EXCEÇÃO DE UM. Assinale-o. (A) integridade (B) subjetividade (C) competência e zelo profissional (D) confidencialidade (E) comportamento ( ou conduta) profissional 76. No que diz respeito à finalidade da auditoria, a NBC TA 200, publicada no final do ano de 2009, com eficácia para os exercícios iniciados a partir de 01-01-2010, explicita que (A) o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. (B) as fraudes e erros, diferentemente do que acontecia até 2009, a partir de 2010 precisam ser comunicadas aos órgãos fiscalizadores. (C) a auditoria de demonstrações contábeis passa a ter como finalidade precípua a descoberta de fraudes. (D) a auditoria de demonstrações pode ser executada em conjunto com serviços de consultoria, desde que essa informação seja divulgada e haja comunicação à Comissão de Valores Mobiliários - CVM. (E) o controle interno não é mais significativo para o auditor, uma vez que, com a revogação da Resolução que tratava da amostragem,

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a partir de 2010 o auditor deve validar 100% dos registros da entidade auditada. 77. Estrutura de relatório financeiro aplicável, nos termos da TA 200, é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou seja exigida por lei ou regulamento. É utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e (A) prevê o mesmo modelo de demonstrações contábeis para qualquer tipo de entidade, com vistas à harmonização de normas contábeis. (B) reconhece explicita ou implicitamente que, para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis, pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. (C) prevê que caberá ao auditor fornecer os modelos adequados de relatórios a serem utilizados pela entidade, a partir de 2010. (D) reconhece explicitamente que a administração não se desvie de uma exigência da estrutura para conseguir uma apresentação adequada das demonstrações contábeis. (E) reconhece que o auditor deve manter seu planejamento inicial constante até o final dos trabalhos. 78. o ceticismo profissional é necessário para a avaliação crítica das evidências de auditoria. Isso inclui questionar evidências de auditoria contraditórias e a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança. Também inclui a consideração da suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas considerando as circunstâncias, por exemplo, no caso de existência de fatores de risco de fraude, for a única... evidência que corrobore um valor relevante da demonstração contábil. O ceticismo profissional inclui estar alerta, por exemplo, considerando o disposto na NBC TA 200 e correlatas o indicado nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. (A) evidências de auditorias que contradigam outras evidências obtidas. (B) informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria.

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(C) condições que possam indicar possível fraude. (D) circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TA s. (E) transações rotineiras desenvolvidas por controladas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. 79. O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria. A característica que distingue o julgamento profissional esperado do auditor é que esse julgamento seja exercido por auditor, cujo treinamento, conhecimento e experiência tenham ajudado no desenvolvimento das competências necessárias para estabelecer julgamentos razoáveis. (...) O julgamento profissional NÃO é necessário, em particular, nas decisões sobre (A) materialidade e risco de auditoria. (B) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. (C) avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do auditor. (D) avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. (E) extração de conclusões não baseadas nas evidências de auditoria obtidas. 80. A NBC TA 240 explicita que muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela administração de controles que aparentemente estão funcionando com eficácia. A administração pode perpetrar fraude burlando controles por meio de técnicas como as indicadas nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. (A) registrar lançamentos fictícios no livro diário, em especial no final do período contábil, de forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos. (B) ajustar devidamente as premissas e os julgamentos utilizados para estimar saldos contábeis. (C) omitir, antecipar ou atrasar o reconhecimento, nas demonstrações contábeis, de eventos e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas. (D) ocultar ou não divulgar fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis.

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(E) contratar operações complexas, que são estruturadas para refletir erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da entidade. PROVA AUDITOR ICMS RIO FGV 2011 91. As evidências consideradas pelo auditor para emissão de seu parecer sobre as demonstrações contábeis, emitido pelo auditor independente que tenha sido precedido, (A) podem ser divulgadas para o auditor, desde que a entidade auditada autorize previamente, por escrito. (B) devem ser divulgadas para o auditor sucessor, independente de autorização da entidade auditada, conforme determinam as normas. (C) não podem ser divulgadas para o auditor sucessor, em nenhuma circunstância, sob pena de quebra de sigilo profissional. (D) podem ser divulgadas para o auditor sucessor, desde que o Conselho Regional de Contabilidade autorize formalmente. (E) devem ser compulsoriamente divulgadas para o auditor sucessor, sob pena de este emitir parecer com ressalva por limitação de escopo. 92. Consoante o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), assinale a alternativa correta. (A) o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. (B) A auditoria de demonstrações contábeis pode ser exercida por técnicos de contabilidade (sem graduação na área), desde que tenham mais de 5 anos de experiência , devidamente comprovada. (C) Se, porventura, o auditor julgar-se incompetente para realizar um serviço de auditoria de demonstrações contábeis, pode ele recomendar um auditor capacitado. Nesse caso, ao cobrar alguma remuneração pela indicação, não estará infringindo nenhuma norma, desde que o profissional indicado seja capaz e esteja regular perante o Conselho Regional de Contabilidade. (D) Ao descobrir um erro ou fraude, o parecer do Auditor deverá, necessariamente, conter, pelo menos, uma ressalva (parecer com ressalva). (E) Ao descobrir um erro ou fraude, o parecer do auditor deverá, necessariamente, ser emitido na modalidade "adverso".

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93. Tendo em vista o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, e considerando a doutrina, assinale a alternativa correta. (A) A evidência de auditoria é mais confiável quando é obtida de fontes independentes externas à entidade. Nesse sentido, as normas de auditoria requerem que o auditor obtenha evidência de auditoria mais persuasiva quanto menor o risco avaliado. (B) Em algumas situações, a administração se recusa a permitir que o auditor envie solicitações de confirmação. Nesses casos, o auditor deve evitar a execução de procedimentos alternativos de auditoria. (C) Resposta não recebida é quando a parte que confirma não responde ou não responde de maneira completa a uma solicitação de confirmação positiva, ou a devolução de uma solicitação de confirmação não entregue (devolução pelo correio, por exemplo, para um destinatário não localizado). (D) Os procedimentos de confirmação externa são freqüentemente usados para confirmação ou solicitar informações relativas a saldos contábeis e seus elementos. Não se recomenda, contudo, o uso para confirmar os termos de acordos, contratos ou transações entre a entidade e outras partes, ou para confirmar a ausência de certas condições como "acordo paralelo" (side letter). (E) As confirmações negativas fornecem evidência de auditoria mais persuasiva que as confirmações positivas. 94. De acordo com Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta. (A) A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que têm por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, a legislação específica. Na ausência de disposições específicas, prevalecem as normas emitidas pelo Corecon. (B) O parecer do auditor independente emitido na modalidade sem ressalvas representa garantia de viabilidade futura da entidade, atestando a eficácia da administração na gestão dos negócios. (C) As "práticas contábeis adotadas no Brasil" compreendem a legislação societária brasileira, as Normas Brasileiras de Contabilidade, emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, os pronunciamentos, as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores, e práticas pelas entidades em assuntos não regulados, desde que atendam à Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitidas pelo CFC e, por conseguinte, em consonância com as normas contábeis internacionais.

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(D) A fim de que a opinião da entidade de auditoria seja isenta, imparcial, deve ela ser independente (quando externa) ou autônoma ( quando interna), emitindo sua opinião de forma isenta. Isso significa que não deve ser vinculada à entidade auditada. Se, por algum motivo, pairarem dúvidas acerca desse atributo, o ideal é que se publique, em jornal de grande circulação, a relação dos sócios da empresa de auditoria. (E) Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. O cumprimento desses princípios não é exigido dos auditores. 95. A firma de auditoria Auditores Associados foi contratada para emitir parecer específico sobre o balanço patrimonial de determinada entidade. Ela disponibilizou acesso ilimitado a todos os relatórios, registros, dados, informações e demais demonstrações contábeis, de forma a serem possíveis todos os procedimentos de auditoria. Dessa forma é correto classificar essa auditoria como (A) uma limitação no escopo do trabalho. (B) um trabalho de objetivo ilimitado, que deverá gerar parecer na modalidade com ressalvas, pelo menos. (C) uma indeterminação na profundidade do trabalho. (D) um trabalho de objetivo limitado. (E) uma restrição na profundidade do trabalho. 96. Com base nas disposições do Conselho Federal de Contabilidade assinale a alternativa correta. (A) Quando uma resposta foi enviada ao auditor indiretamente (por exemplo, porque a parte que confirma endereçou a resposta incorretamente para a entidade ao invés de encaminhar para o auditor), o auditor não pode solicitar a essa parte que envie uma nova resposta por escrito diretamente a ele. (B) As respostas recebidas eletronicamente, por exemplo, por fax ou correio eletrônico, envolvem riscos relacionados à contabilidade, podendo ser difícil estabelecer a prova de origem e autoridade da parte que confirma e a identificação de alterações. Um processo usado pelo auditor e a parte que confirma, que institua um ambiente seguro para as respostas recebidas eletronicamente, pode reduzir esses riscos. (C) Uma resposta verbal a uma solicitação de confirmação, por si só, se enquadra na definição de confirmação externa. (D) Quando a resposta não for recebida, os seguintes procedimentos alternativos de auditoria podem ser executados: observar saldos de

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contas a pagar, examinar recebimentos subseqüentes específicos, documentação de embarque e vendas próximas ao final do período. (E) As exceções observadas em respostas a solicitações de confirmação podem indicar distorções ou possíveis distorções nas demonstrações contábeis. Quando uma distorção é identificada, o auditor deve avaliar se essa distorção é indicativa de fraude. As exceções podem fornecer um guia para a qualidade das respostas de partes que confirmam similares ou para contas similares. As exceções podem indicar, também, uma deficiência, ou deficiências, no controle interno da entidade sobre o processo de encerramento e elaboração de demonstrações contábeis. Todas as exceções representam distorções. Por exemplo, o auditor pode concluir que diferenças nas respostas à solicitação de confirmação são decorrentes de época, mensuração ou erros de transcrição nos procedimentos de confirmação externa. 97. Em consonância com o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta. (A) O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria. Isso porque a interpretação das exigências éticas e profissionais relevantes, das normas de auditoria e as decisões informadas requeridas ao longo de toda a auditoria não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e experiência relevantes para os fatos e circunstâncias. O julgamento profissional não é necessário, em particular, nas decisões sobre materialidade e risco de auditoria. (B) O ceticismo profissional não inclui estar alerta, por exemplo, a evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas ou informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. (C) no caso de trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC, exige-se que o auditor seja independente da entidade sujeita a auditoria. O Código de Ética Profissional do Contabilista e as normas profissionais descrevem a independência como abrangendo postura mental independente e independência na aparência. A independência do auditor frente à entidade salvaguarda a capacidade do auditor de formar opinião de auditoria sem ser afetado por influência que poderiam comprometer essa opinião, conforme visto no item anterior. A independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com integridade, ser objetivo e manter postura de ceticismo profissional.

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(D) A suficiência e adequação das evidências de auditoria estão inter-relacionadas. A adequação é a medida da quantidade de evidência de auditoria. A quantidade necessária de evidência de auditoria é afetada pela avaliação pelo auditor dos riscos de distorção (quanto mais elevados os riscos avaliados, maior a probabilidade de que seja necessária mais evidência de auditoria) e também pela qualidade de tais evidências de auditoria (quanto melhor a qualidade, menos evidência pode ser necessária). A obtenção de mais evidência de auditoria, porém, pode não compensar a sua má qualidade. A confiabilidade da evidência é influenciada pela sua fonte e sua natureza e depende das circunstâncias individuais em que são obtidas. (E) Revisão do controle de qualidade do trabalho é o processo projetado para fornecer uma avaliação objetiva, na data, ou antes, do relatório, dos julgamentos relevantes feitos pela equipe do trabalho e das conclusões obtidas ao elaborar o relatório. O processo de revisão do controle de qualidade do trabalho não é elaborado para auditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e os outros trabalhos, se houver, para os quais a firma determinou a necessidade de revisão do controle de qualidade do trabalho. 98. A atividade de planejamento é fundamental em qualquer atividade, revelando-se a etapa mais importante do ciclo administrativo (...). Quando da auditoria pela primeira vez, alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados, tais como os listados a seguir, à EXCEÇÃO DE UM. Assinale-o. (A) leitura dos relatórios de auditoria anteriores (como mecanismo de "conhecimento" da auditada). (B) uniformidade de critérios contábeis (uma vez que pode ter havido alterações de um exercício para o outro, tais como mudança no método de avaliação de estoque, uso de reavaliação, mudança no critério de tributação - lucro presumido para real, por exemplo) (C) valor da cotação da ação investida na bolsa de valores, se companhia aberta. (D) identificação de relevantes eventos subseqüentes ocorridos após a data-base do exercício, revelados ou não. (E) levantamento das principais alterações ocorridas no sistema de controle interno. 99. Tendo em vista o que prevê o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta. (A) No que tange ao planejamento, é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com menor expectativa

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de distorção relevante, independente se causada por fraude ou a erro, com esforço correspondente maior dirigido a outras áreas. O plano de auditoria não precisa incluir a descrição de natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. (B) O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria não deve resultar em incorporação de seus pontos de vista, podendo prejudicar a eficiência e independência do processo de planejamento. (C) Em auditoria de entidade de pequeno porte, todo o processo pode ser conduzido por equipe pequena de auditoria. Muitas auditorias de entidades de pequeno porte envolvem o sócio do trabalho com um membro da equipe de trabalho ou sozinho. Com uma equipe menor, a coordenação e a comunicação entre membros da equipe ficam facilitadas. A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte precisa ser igualmente complexa. (D) O CFC, quando trata da responsabilidade do auditor no contexto da auditoria de demonstrações, explicita que o auditor se preocupa com a fraude que causa distorção relevante. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: (1) distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e (2) da apropriação indébita de ativos. (E) O planejamento adequado ajuda o tornar suficientes o tempo e os recursos disponíveis para a condução da auditoria. A dificuldade, falta de tempo ou custo envolvido são, por si só, base válida para que o auditor omita um procedimento de auditoria para o qual não há alternativa ou que deva ser satisfeito com evidências de auditoria menos que persuasivas. 100. Considerando o que determina o Conselho Federal de Contabilidade, assinale a alternativa correta. (A) Pessoa externa qualificada é uma pessoa de dentro da firma com competência e habilidades que poderia atuar como sócio encarregado do trabalho. B) Pelo menos uma vez a cada seis meses, a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma, que precisa ser independente por exigências éticas relevantes. (C) No caso específico de trabalho de auditoria, o período de retenção seria normalmente de pelo menos quatro anos, a partir da data do relatório do auditor independente ou, se superior, da data do relatório do auditor independente do grupo. A documentação do

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trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal. (D) Equipe de trabalho são os sócios e o quadro técnico envolvidos no trabalho e quaisquer pessoas contratadas pela firma ou uma firma da mesma rede para executar procedimentos do trabalho. Isso exclui especialistas externos contratados pela firma ou por firma da mesma rede. (E) Recomenda-se, com vistas à manutenção da qualidade (independência), que seja efetuado o rodízio do sócio do trabalho após o período de três anos.

TÓPICO 17: AUDITORIA FISCAL E FRAUDES TRIBUTÁRIAS AUDITORIA TRIBUTÁRIA A auditoria tributária compreende a revisão dos procedimentos fiscais adotados pela empresa, mediante o exame de documentos, livros e registros, declarações, inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas e externas, relacionadas com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão dos valores dos tributos e o registro nas demonstrações contábeis. AUDITORIA TRIBUTÁRIA OU FISCAL O auditor contábil planeja seus trabalhos no sentido de identificar as fraudes que tenham efeitos relevantes sobre as demonstrações. Já o auditor fiscal realiza verificações nos livros e documentos fiscais visando a apurar possíveis fraudes e irregularidades que possam caracterizar a omissão de receitas na escrituração da empresa e na utilização de impressos fiscais pelos contribuintes. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS Art. 281 do RIR: Caracteriza-se como omissão no registro de receita: I – a indicação na escrituração de saldo credor de caixa;

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II – a falta de escrituração de pagamentos efetuados; III – a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. ARBITRAMENTO DE RECEITA PELO AUDITOR Art. 284. Verificada por indícios a omissão de receita, a autoridade tributária poderá, para efeito de determinação da base de cálculo sujeita à incidência do imposto, arbitrar a receita do contribuinte, tomando por base as receitas, apuradas em procedimento fiscal, correspondentes ao movimento diário das vendas, da prestação de serviços e de quaisquer outras operações (Lei 8.846, de 1994, art. 6º). § 1º Para efeito de arbitramento da receita mínima do mês, serão identificados pela autoridade tributária os valores efetivos das receitas auferidas pelo contribuinte em três dias alternados desse mesmo mês, necessariamente representativos das variações de funcionamento do estabelecimento ou da atividade (Lei 8.846, de 1994, art. 6º, § 1º). AUDITORIA TRIBUTÁRIA OU FISCAL § 2º A renda mensal arbitrada corresponderá à multiplicação do valor correspondente à média das receitas apuradas na forma do § 1º pelo número de dias de funcionamento do estabelecimento naquele mês. § 5º A diferença positiva entre a receita arbitrada e a escriturada no mês será considerada na determinação da base de cálculo do imposto. CAIXA DOIS E ESTOURO DO CAIXA As receitas não são contabilizadas e os recursos usados para pagar dívidas. O auditor contábil planeja seus trabalhos no sentido de identificar as fraudes que tenham efeitos relevantes sobre as demonstrações. Já o auditor fiscal realiza verificações nos livros e documentos fiscais visando a apurar possíveis fraudes e irregularidades que possam caracterizar a omissão de receitas na escrituração da empresa e na utilização de impressos fiscais pelos contribuintes.

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AUDITORIA TRIBUTÁRIA OU FISCAL O auditor contábil planeja seus trabalhos no sentido de identificar as fraudes que tenham efeitos relevantes sobre as demonstrações. Já o auditor fiscal realiza verificações nos livros e documentos fiscais visando a apurar possíveis fraudes e irregularidades que possam caracterizar a omissão de receitas na escrituração da empresa e na utilização de impressos fiscais pelos contribuintes. AUDITORIA TRIBUTÁRIA OU FISCAL O auditor contábil planeja seus trabalhos no sentido de identificar as fraudes que tenham efeitos relevantes sobre as demonstrações. Já o auditor fiscal realiza verificações nos livros e documentos fiscais visando a apurar possíveis fraudes e irregularidades que possam caracterizar a omissão de receitas na escrituração da empresa e na utilização de impressos fiscais pelos contribuintes. CAIXA DOIS E ESTOURO DO CAIXA As receitas não são contabilizadas e os recursos usados para pagar dívidas. O “caixa dois” compreende valores que transitaram pela empresa, mas que não foram contabilizados. Modernamente, é chamado de “Recursos não-contabilizados”, prática comum de sonegação fiscal. CAIXA DOIS E ESTOURO DO CAIXA O “caixa dois” geralmente ocasiona o estouro do caixa, ou seja, quando a conta caixa apresenta saldo credor ou negativo, o que acaba impedindo a baixa contábil de obrigações (passivo fictício).

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ATIVOS FICTÍCIOS O bem ou direito é contabilizado, mas não existe Ativos fictícios correspondem a bens e direitos registrados no patrimônio, mas que simplesmente inexistem. O direito foi lançado somente para “fechar” a contabilidade (compensando a saída do caixa). ATIVOS FICTÍCIOS Caso real: Determinado empresário paga compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e ordena ao contador que os valores sejam registrados como “Duplicatas a receber” de determinado cliente. ATIVOS FICTÍCIOS Um outro exemplo é o suprimento fictício de caixa. Tendo havido a saída efetiva do caixa para finalidades diversas (cujo destino não se deseja que fique registrado na contabilidade), simula-se um desconto de cheque com a finalidade de manter um caixinha para despesas imediatas ou miúdas. Na verdade, os recursos já foram aplicados em outro objeto. ATIVOS OCULTOS O bem ou direito existe, mas não é contabilizado Alguns exemplos: a) aquisição de mercadorias para revenda com recursos do caixa dois e, portanto, sem a emissão e registro de documentação fiscal; b) subavaliação ou omissão dos registros envolvendo as operações de compra; c) manutenção de caixa ou depósitos bancários sem o registro na contabilidade oficial, utilizando o “Caixa Dois”. PASSIVOS OCULTOS A dívida existe, mas não é contabilizada Passivo oculto compreende dívidas (obrigações) não registradas ou registradas a menor. É, portanto, oculto para a contabilidade, mas existe,

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de fato. Exemplo: determinado funcionário dispensado pela entidade impetrou uma reclamação trabalhista, que não foi registrada. PASSIVOS OCULTOS Contudo, o passivo oculto decorre, geralmente, da omissão de operações de aquisição de ativos a prazo (mercadorias, móveis e utensílios dentre outros) ou da existência de operações de empréstimos bancários não registrados oficialmente na contabilidade. PASSIVOS FICTÍCIOS A dívida foi registrada na contabilidade, porém já paga, mas não baixada Caso típico: pagam-se, por exemplo, duplicatas a fornecedores com dinheiro do "caixa dois". Como não há saldo de caixa (contábil) suficiente, não se procede a baixa porque ocorreria o “estouro do caixa” contábil (saldo credor de caixa). SUPRIMENTOS NÃO COMPROVADOS A presunção de omissão de receita, neste caso, tem seu fundamento na idéia de que o “caixa dois”, suprido por receita omitida da contabilidade, vem abastecer o caixa contábil, quando este necessita de recursos. Assim, simula-se um suprimento do caixa, cuja origem estaria na pessoa do sócio. DIFERENÇAS EM LEVANTAMENTOS QUANTITATIVOS POR ESPÉCIE Fica caracterizada a omissão de receita, quando o auditor fiscal revela alguma diferença, positiva ou negativa, entre as quantidades de produtos em estoque no início do período (+) entradas/compras (-) saídas/vendas com as quantidades em estoque, no final do período de apuração, constantes do Livro de Inventário. DIFERENÇAS EM LEVANTAMENTOS QUANTITATIVOS POR ESPÉCIE A diferença de controle quantitativo ocorre quando o controle de estoques (se houver) acusar diferenças. Por exemplo: comprou-se 100 unidades da mercadoria Y, vendeu-se 40, mas no estoque estão apenas 10. A diferença tributável é de 100 - 40 - 10 = 50.

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DIFERENÇAS EM LEVANTAMENTOS QUANTITATIVOS POR ESPÉCIE O auditor apura a receita omitida mediante a multiplicação da diferença encontrada no estoque pelos respectivos preços médios de venda ou de compra, conforme o caso, em cada período de apuração abrangido pelo levantamento. NOTAS FISCAIS CALÇADAS Diz-se que a nota fiscal é calçada quando a via fixa (2a via, destinada ao Fisco) é preenchida com elementos diferentes dos lançados nas demais vias (1a e 3a), normalmente valores menores na via fixa. Calçamento complexo: quando apresenta divergências em todos os seus elementos, sobretudo, quanto ao destinatário da mercadoria (também conhecida como nota fiscal desdobrada). 1) (ICMS/RIO/FGV/2008 – COM AJUSTES). Considerando a emissão de notas fiscais cauçadas, assinale o procedimento que menos contribui para detectar esse tipo de operação. (A) confrontar (correlacionar) a documentação do tomador do serviço/comprador com a documentação do prestador de serviço/vendedor (B) somar atentamente as notas fiscais emitidas pelo prestador de serviço/vendedor (C) verificar se valor faturado (emitido) é suficiente, pelo menos, para cobrir os custos da operação e manter o prestador de serviço/vendedor em condições de funcionamento (D) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados em outras operações similares (E) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados por concorrentes 2) (AUDITOR/TCM/RIO/FGV/2008) Durante a aplicação dos procedimentos atinentes à espécie, o auditor detectou, com base nos documentos contábeis, que em determinado dia a conta “caixa” da entidade apresentava saldo contábil credor. Em relação a esse fato, assinale a melhor explicação. (A) Trata-se de ativo fictício, uma vez que há valores registrados que, de fato, inexistem.

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(B) Trata-se de passivo oculto, tendo em vista que dívidas contratadas foram registradas erroneamente no passível exigível a longo prazo. (C) Corresponde a “estouro de caixa”, decorrente, por exemplo, de mercadorias adquiridas e pagas, mas não contabilizadas. (D) Corresponde ao que culturalmente chamamos de “caixa 2”, prática sabidamente conhecida e permitida pela legislação. (E) Corresponde a “estouro de caixa”, situação decorrente, por exemplo, de receitas recebidas, mas não contabilizadas. 3) (AUDITOR/TCM/PA/FGV/2008). Na obra Por Dentro das Fraudes: como são feitas, como denunciá-las, como evitá-las, o “estouro de caixa” é uma evidência de “caixa dois” (omissão de receitas, existência de recursos não-contabilizados). Nesse diapasão, pode-se afirmar que uma de suas causas (“estouro”), que tem como conseqüência o saldo credor da conta contábil “caixa”, é: A) A prestação de serviços à vista (com conseqüente entrada de recursos) não contabilizada. B) A entrada de mercadorias sem documento fiscal correspondente. C) O lançamento contábil da saída (baixa) de mercadorias sem documento fiscal correspondente, cuja entrada também tem ocorrido “sem nota”. D) O recebimento de receitas antecipadas (adiantamento de clientes) contabilizado com observância do princípio da oportunidade. E) O pagamento de despesas não dedutíveis para fins de imposto de renda adequadamente contabilizado. 4)(Fiscal/ICMS/BA/2004) Empréstimos recorrentes em conta-corrente específica com saldos crescentes. a) Estouro de caixa dissimulado. b) Passivo fictício. c) Despesas pagas não-contabilizadas. d) Simulação de suprimentos de caixa. e) Ativos não-contabilizados. 5) (Fiscal/ICMS/BA/2004) Duplicata quitada em período subseqüente ao da sua emissão, que não consta como pendente do exercício de as emissão.

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a) Estouro de caixa dissimulado. b) Simulação de suprimentos de caixa. c) Despesas pagas não-contabilizadas. d) Ativos não-contabilizados. e) Passivo fictício. 6) (Fiscal/ICMS/BA/2004) Duplicata a receber baixada em data anterior à do efetivo recebimento. a) Simulação de suprimentos de caixa. b) Estouro de caixa dissimulado. c) Despesas pagas não-contabilizadas. d) Passivo fictício. e) Ativos não-contabilizados. 6) (Fiscal/ICMS/BA/2004) Duplicata a receber baixada em data anterior à do efetivo recebimento. a) Simulação de suprimentos de caixa. b) Estouro de caixa dissimulado. c) Despesas pagas não-contabilizadas. d) Passivo fictício. e) Ativos não-contabilizados. 7) (Fiscal/ICMS/BA/2004) Existência física, mas sem registro contábil. a) Estouro de caixa dissimulado. b) Simulação de suprimentos de caixa. c) Despesas pagas não-contabilizadas. d) Ativos não-contabilizados. e) Passivo fictício. 8) (Fiscal/ISS/SP/2007) Nos trabalhos de auditoria externa, o profissional encarregado de revisar as contas a pagar da Cia. Madeirense verificou a existência de várias duplicatas quitadas, emitidas por fornecedores da companhia, mas cuja baixa não tinha sido registrada na escrituração contábil. Esse fato constitui um indício de: a) falta de origem para suprimentos de caixa; b) subestimação de passivos;

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c) passivo fictício; d) passivo real a descoberto; e) passivo oculto.