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24/8/2015 1 TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO Curso Técnico de Edificações Profª Engª Civil Alexandra Müller Barbosa unipacs.com.br CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES Disciplina: Tecnologia da Construção AULA 1

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TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO

Curso Técnico de Edificações

Profª Engª Civil Alexandra Müller Barbosa

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CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

Disciplina: Tecnologia da Construção

AULA 1

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EMENTA

Estudos de procedimentos executivos:

Estruturas portantes,

Elementos vedantes,

Coberturas,

Impermeabilização,

Revestimentos de tetos,

Paredes e pisos,

Esquadrias e ferragens,

Vidros,

Circulação vertical,

Pintura

Aula 1

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EMENTA

Estudos dos sistemas e dos processos construtivos,

Histórico,

As tecnologias apropriadas em materiais,

A produção,

A mão de obra,

A energia empregada,

Os equipamentos utilizados,

O capital envolvido,

A organização e

O transporte;

Aula 1

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EMENTA

Estudos do comportamento dos materiais como, por exemplo:

Cimento

Cal hidratada

Argamassa

Concreto

Blocos de concreto para a pavimentação

Pré moldado de concreto

Tubos de concreto

Tijolos e blocos cerâmicos ou blocos de concreto para alvenaria

Barras e fios de aço

Aula 1

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EMENTA

Aula 1

Apresentação e representação gráfica de simbologias e convenções técnicas

para ilustração das análises com gráficos e tabelas;

Estudos sobre produção e produtividade na realização dos materiais e como

esses se comportam na execução de uma obra;

Apresentação dos equipamentos e especificações de máquinas utilizadas na

construção civil;

Apresentação de estudos de indicadores de resultados de projeto e execução de

obras;

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EMENTA

Aula 1

Estudos sobre as patologias das edificações e as técnicas de restauração e

conservação existentes para combatê-las;

Estudos de técnicas de monitoramento de obras;

Estudos sobre as especificações técnicas dos materiais necessários para a execução

de uma obra em projetos e documentos técnicos;

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OBJETIVO

APÓS ESTUDAR ESSA DISCIPLINA, VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE: Conhecer os processos construtivos relativos à

• Estruturas portantes, • Elementos vedantes, • Cobertura e impermeabilização, • Tecnologia de execução de revestimento, • Elementos para deslocamento vertical, • Pintura, • Limpeza da obra, etc;

Conhecer máquinas e equipamentos que são utilizados no processo de produção de

materiais na construção civil;

Aula 1

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OBJETIVO

APÓS ESTUDAR ESSA DISCIPLINA, VOCÊ DEVERÁ SER CAPAZ DE:

Estar apto a fazer ensaios tecnológicos de laboratório e de campo, com retirada de

amostras e posterior análise expedita;

Aplicar pesquisas de avaliação do comportamento na execução e pós-ocupação de edificações;

Saber consultar as normas técnicas e leis exigidas para a realização de todos os elementos que envolvem a boa execução de uma obra;

Saber realizar vistorias técnicas.

Aula 1

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BIBLIOGRAFIA

ALÉM DO CONHECIMENTO PASSADO EM SALA DE AULA, É IMPORTANTE QUE VOCÊ CONSULTE:

Normas Técnicas Notas de Aula (apostila/slides) Artigos Técnicos Bibliografia básica:

TÉCNICAS E PRÁTICAS CONSTRUTIVAS - DA IMPLANTAÇÃO AO ACABAMENTO

Autor:

Editora:

I.S.B.N.:

Edição:

Ano:

N. Páginas:

Formato:

Área:

JULIO CESAR PEREIRA SALGADO

Érica

9788536506678

2014

168

21 X 28 cm

CONSTRUÇÃO CIVIL

TÉCNICAS E PRÁTICAS CONSTRUTIVAS PARA EDIFICAÇÃO

Autor:

Editora:

I.S.B.N.:

Edição:

Ano:

N. Páginas:

Formato:

Área:

JÚLIO CÉSAR PEREIRA SALGADO

Érica

9788536502182

3ª Revisada

2014

320

17 X 24 cm

CONSTRUÇÃO CIVIL

Aula 1

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COMO BAIXAR OS ARQUIVOS

Aula 1

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http://amb-engenharia.blogspot.com.br/p/link-para-arquivos.html

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AULAS

Aula 1

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DATAS

16/09/2015 Estudo Dirigido

30/9/2015 Prova

04/11/2015 Estudo Dirigido

2/12/2015 Prova

09/12/2015 Recuperação

Aula 1

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A EDIFICAÇÃO

1. Intenção / Objetivo

2. Consulta a um profissional (Anteprojeto/Estimativa custo)

3. Projetos

4. Regularização/Especificação/ Orçamento

5. Planejamento/Premissas de Gerenciamento

6. Preparação área/Execução da obra

Aula 1

Desenho Técnico Gerenciamento de Obras

Projetos Arquitetônicos→Inf. Aplicada Projetos Complementares

Legalização de Projetos Orçamento e Cronograma

Gerenciamento de Obras Materiais

Canteiro de Obras

Tecnologia da Construção → Materiais de Construção Projetos Estruturais e complementares

→ Topografia → Mecânica dos Solos → Fundações → Saúde e Segurança em Obra → Gerenciamento de Obras

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A E

DIF

ICA

ÇÃ

O

Estrutura

Vedações

Instalações

Infraestrutura

Supra estrutura

Madeira

Concreto

Aço

Estruturas mistas ou alternativas

Hidráulicas

Elétricas

Complementares

Transporte vertical

Segurança

Ar condicionado

Suprimento de energia

Elevadores

Monta carga

Sprinklers

Extintores

Iluminação de emergência

Som

Lógica

Gás

Energia solar

Telefone

Interfone

Verticais

Horizontais

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Os projetos são peças importantes na execução de uma obra. Um projeto bem elaborado reduz muito as incertezas e dúvidas como também o desperdício de material e de mão-de-obra. Todas as possibilidades e informações devem ser analisadas e discutidas na fase de projeto. Começamos com:

Estudo com o cliente; Exame local do terreno; Restrições da Prefeitura ou de outros órgãos; Levantamento topográfico.

Com os dados levantados, podemos então iniciarmos a elaboração dos projetos de maneira a aproveitar melhor o terreno a insolação etc.

ESTUDOS PRELIMINARES

PROJETO

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ESTUDOS PRELIMINARES

MODELO DE QUESTIONÁRIO PARA USO RESIDENCIAL

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ESTUDOS PRELIMINARES

MODELO DE QUESTIONÁRIO PARA USO RESIDENCIAL

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ESTUDOS PRELIMINARES

MODELO DE QUESTIONÁRIO PARA USO RESIDENCIAL

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SERVIÇOS PRELIMINARES

Aula 1

LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DE LOTES URBANOS

O levantamento topográfico é geralmente apresentado através de desenhos de planta com

curvas de nível e de perfis.

Deve retratar a conformação da superfície do terreno, bem como as dimensões dos lotes,

com a precisão necessária e suficiente proporcionando dados confiáveis que,

interpretados e manipulados corretamente, podem contribuir no desenvolvimento do

projeto arquitetônico e de implantação .

LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO (MEDIDAS DO TERRENO)

Executada a limpeza do terreno e considerando que os projetos serão elaborados para um

determinado terreno, é necessário que se tenha as medidas corretas do lote, pois nem

sempre as medidas indicadas na escritura conferem com as medidas reais.

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EXAME LOCAL DO TERRENO Sem sabermos as características do terreno, é quase impossível executar-se um bom projeto. As características ideais de um terreno para um projeto econômico são:

a) Não existir grandes movimentações de terra para a construção; b) Ter dimensões tais que permita projeto e construção de boa residência; c) Ser seco; d) Ser plano ou pouco inclinado para a rua; e) Ser resistente para suportar bem a construção; f ) Ter facilidade de acesso; g) Terrenos localizados nas áreas mais altas dos loteamentos; h) Escolher terrenos em áreas não sujeitas a erosão; i) Evitar terrenos que foram aterrados sobre materiais sujeitos a decomposição orgânica.

SERVIÇOS PRELIMINARES

Aula 1

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EXAME LOCAL DO TERRENO

Mas como nem sempre estas características são encontradas nos lotes urbanos, devemos

levá-las em consideração quando da visita ao lote, levantando os seguintes pontos:

a) Deve-se identificar no local o verdadeiro lote adquirido segundo a escritura, colhendo-se

todas as informações necessárias;

b) Verificar junto a Prefeitura da Municipalidade, se o loteamento onde se situa o terreno, foi

devidamente aprovado e está liberado para construção;

c) Números das casa vizinhas ou mais próximas do lote e também situações de divisa;

SERVIÇOS PRELIMINARES

Aula 1

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EXAME LOCAL DO TERRENO

Situação do lote dentro da quadra, medindo-se a distância da esquina ou construção mais

próxima.

Com bússola de mão, confirmar a posição da linha N-S.

Verificar se existem benfeitorias.

Sendo o terreno com inclinação acentuada, em declive, verificar se existe viela-sanitária

vizinha do lote, em uma das divisas laterais ou fundo;

Verificar se passa perto do lote, linha de alta tensão, posição de postes, bueiros, etc...

Verificar se existe faixa non edificandi .(de não construção)

Verificar a largura da rua e passeio.

SERVIÇOS PRELIMINARES

Aula 1

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SERVIÇOS PRELIMINARES

VERIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIZINHANÇA

Uma importante etapa do início de obra é o registro das condições das edificações vizinhas. Esta etapa, antigamente relegada a segundo plano, vem ganhando cada vez mais importância, uma vez que permite maior segurança à empresa e aos profissionais que constroem.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

VERIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIZINHANÇA

A verificação prévia das condições da vizinhança permite que a empresa não tenha surpresas desagradáveis durante a produção do empreendimento, seja com a ocorrência de patologias diversas como trincas excessivas ou mesmo chegando-se a situações de desabamentos de residências vizinhas. Por outro lado, permite, ainda, que se previna quanto às reclamações infundadas de vizinhos.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

VERIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIZINHANÇA

O registro deve ser feito em relatório técnico específico contendo “croqui” com indicação das ocorrências, relacionados a fotos devidamente datadas e relatos das observações realizadas. O relatório realizado poderá ser registrado em Cartório. Hoje já é possível contratar empresas especializadas na realização deste tipo de serviço.

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unipacs.com.br Aula 1

SERVIÇOS PRELIMINARES

SERVIÇOS PRELIMINARES

Após a fase de contratação, projetos e aprovações, inicia-se a fase de planejamento. O correto planejamento inclui estudo aprimorado do canteiro de obras. A instalação de um canteiro de obras inicia-se muito antes de montar as oficinas, depósitos,

baias e refeitórios. Verificar as condições da infraestrutura, principalmente energia elétrica e abastecimento

de água e coleta de esgoto. É necessária uma avaliação cuidadosa das necessidades para a limpeza e terraplenagem do

terreno, pois a remoção de espécies nativas, por exemplo, tem implicações ambientais e legais.

Um terreno que encharca facilmente a cada chuva também merece cuidados especiais,

com a realização de drenagem provisória, antes mesmo de iniciar a definitiva.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SERVIÇOS PRELIMINARES

Então, antes mesmo do início da implantação do canteiro, algumas atividades prévias,

comumente necessárias, podem estar a cargo do engenheiro de obras. Tais atividades

são usualmente denominadas "Serviços Preliminares" e envolvem, entre outras

atividades:

Identificar a situação da regularização da área;

A verificação da disponibilidade de instalações provisórias;

As demolições, quando existem construções remanescentes no local em que será

construído o edifício;

A retirada de resíduos da demolição e também, o movimento de terra necessário para

a obtenção do nível de terreno desejado para o edifício;

A verificação das condições das edificações de vizinhança.

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Capina, remoção de matacões e casas de cupim, desmonte de rocha, etc. Árvores: obrigatória a obtenção de licença ambiental (desmatamento, destocamento, limpeza, bota-fora)

Licença Prévia Licença de Instalação Licença de Operação Adequar o projeto ao que existe de natural e belo no local da construção. Bota-fora: Verificar se o aterro de recebimento dos resíduos é licenciado.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL E LIMPEZA DO TERRENO

SERVIÇOS PRELIMINARES

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Temos algumas modalidades para limpeza do terreno, que devemos levar em consideração e sabermos defini-las:

Carpir - Quando a vegetação é rasteira e com pequenos arbustos, usando para tal,

unicamente a enxada.

Roçar - Quando além da vegetação rasteira, houver árvores de pequeno porte, que

poderão ser cortadas com foice.

Destocar - Quando houver árvores de grande porte, necessitando desgalhar, cortar ou

serrar o tronco e remover parte da raiz.

Este serviço pode ser feito com máquina ou manualmente. Os serviços serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvore que possam dificultar os trabalhos. Todo material vegetal, bem como o entulho terão que ser removidos do canteiro de obras.

SERVIÇOS PRELIMINARES

Aula 1

LIMPEZA DO TERRENO

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SERVIÇOS PRELIMINARES

DEMOLIÇÕES

Serviço que pode surgir em caso de antigas construções existentes no terreno.

Inclui a demolição de fundações, muros divisórios, redes de abastecimento de água e energia

elétrica, redes de esgoto, telefone, etc, mais a remoção e transporte de resíduos.

Regularização da demolição na prefeitura local;

Cuidados para evitar danos a terceiros – providenciar vistorias nas edificações vizinhas

antes de iniciar a demolição.

Atenção para reaproveitamento dos materiais que saem da demolição, por questões

ecológicas e porque podem servir para outra construção (janelas, portas, maçanetas,

pisos, vidros, calhas, etc) ou para as instalações provisórias da nova obra.

Documentos de referencia: NR18, código de obras, NBR 5682 – Contratação, supervisão e

execução de Demolições – Procedimentos

Aula 1

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SERVIÇOS PRELIMINARES

DEMOLIÇÕES

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SERVIÇOS PRELIMINARES

DEMOLIÇÕES

Aula 1

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

Aula 1

Estratigrafia do solo

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Pesquisa da qualidade e características do solo para conhecer a constituição de suas

camadas e respectivas profundidades, com vistas a aplicação e distribuição das cargas do

edifício a construir.

Comumente entrega-se este serviço a uma empresa especializada e acompanham-se os

trabalhos com a orientação de um engenheiro de estruturas.

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

Aula 1

O ensaio mais utilizado e eficiente para a maioria das obras é o SPT – Standard

Penetration Test. O serviço constitui-se na perfuração do solo por percussão e circulação

de água, com retirada de amostras de solo em uma pequena capsula metálica.

De acordo com a quantidade de golpes necessários para a perfuração, feita com a queda

padronizada de um determinado peso sobre uma haste metálica, estima-se a resistência

das diferentes camadas de solo naquele local.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SPT com medida de torque (SPT-T) Há algum tempo fez-se uma adaptação no equipamento de ensaio SPT, tornando possível a medida do torque ao final de cada etapa de penetração. O resultado do ensaio é o índice de torque (TR), que é a relação entre o torque medido em kgf.m e N. Permitem a ocorrência de pedregulhos e fragmentos de rocha, solos colapsíveis, entre outros aspectos. A utilização de ensaios SPT-T é mais comum na região sudeste do Brasil, tendo pouca aplicação na região Sul.

SONDAGEM

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Ensaios de cone (CPT) e Piezocone (CPTU) Os ensaios de cone e piezocone vêm se caracterizando internacionalmente como uma das mais importantes ferramentas de prospecção geotécnica. Resultados de ensaios podem ser utilizados para determinação estratigráfica de perfis de solos, determinação das propriedades dos materiais prospectados, particularmente em depósitos de argilas moles, e previsão de capacidade de carga de fundações. O ensaio consiste na cravação a velocidade lenta e constante (estática) de uma haste com ponta cônica, medindo-se a resistência encontrada na ponta e a resistência por atrito lateral. O cone é cravado à velocidade constante de (2 cm/s) e a área da ponta do cone é de 10 cm². O ensaio é normalizado no Brasil pela NBR 12069 (1991).

SONDAGEM

SERVIÇOS PRELIMINARES

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

Ensaio de Palheta O ensaio de palheta (Vane test) foi desenvolvido na Suécia por volta de 1920. Este ensaio é tradicionalmente empregado na determinação da resistência não-drenada (SU), de depósitos de argilas moles, argilas saturadas, de consistência mole a rija. Este ensaio é normalizado no Brasil pela NBR 10.905/1989.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

Ensaio Pressiométrico Para determinar as características de rigidez dos solos, a partir do comportamento tensão-deformação.

Módulo de deformabilidade (em) Módulo cisalhante (G) Ângulo de atrito (φ’) Dilatância (ψ) Estimativas a partir de da tensão horizontal (σh) Resistência ao cisalhamento não-drenada (SU)

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Geoelétricos / eletrorresistividade Este método é empregado para determinação da posição e geometria de topos rochosos; caracterização da estratigrafia do solo, identificação de zonas de falha, zonas alteradas, fraturas, contatos litológicos, cavidades e diques, caracterização de plumas de contaminação e posição e nível d’água.

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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Métodos sísmicos A velocidade de propagação de ondas sísmicas está relacionada com características físicas do meio, como: densidade, constantes elásticas, porosidade, teor de água, tensão de confinamento e secundariamente, composição química e mineralógica

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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Condutividade Hidráulica in situ – Piezômetro de Casagrande Os piezômetros são equipamentos muito utilizados no meio geotécnico para medidas de poro-pressão e obtenção do coeficiente de condutividade hidráulica saturado de solos naturais ou simplesmente para monitoramento da qualidade das águas subterrâneas.

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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Dilatômetro de Marchetti (DMT) A partir da interpretação dessas tensões é possível determinar, por meio de correlações semi-empíricas, estimativas de: coeficiente de empuxo em repouso (K0), razão de pré-adensamento (OCR), módulo de deformabilidade (E), resistência ao cisalhamento não drenada (SU), ângulo de atrito interno (φ’) e tipo de solo analisado.

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

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Número de furos A NBR 8036/83 - "Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de edifícios" - estabelece o número de perfurações a serem feitas, em função do tamanho do edifício, conforme segue: No mínimo 01 (uma) perfuração para cada 200m² de área da projeção em planta do

edifício, ate 1.200m² de área;

Entre 1.200 m² e 2.400m²: fazer 01 (uma) perfuração para cada 400 m² que excederem aos 1.200 m² iniciais;

Acima de 2.400m² o número de sondagens será fixado de acordo com o plano particular da construção.

Em quaisquer circunstâncias o número mínimo de sondagens deve ser de 02 (dois) para a área da projeção em planta do edifício ate 200m², e 03 (três) para área entre 200m² e 400m².

SERVIÇOS PRELIMINARES

SONDAGEM

Aula 1

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CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

Disciplina: Tecnologia da Construção

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SERVIÇOS PRELIMINARES

FASES DA OBRA

INICIAL: Serviços que interferem com a implementação do canteiro. Demolições Movimentos de terra Obras de contenção Obras de drenagem Fundações INTERMEDIÁRIA:

Caracterizada pelo grande volume de serviços e atividades. Estrutura Vedações Cobertura Instalações Pavimentos FINAL:

Grande diversidade de serviços e atividades Revestimentos Vãos Acabamentos

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

O acerto da topografia do terreno, de acordo com o projeto de implantação e o projeto

executivo, pode ser entendido como um conjunto de operações de:

Escavação,

Aterros,

Carga,

Transporte,

Descarga,

Compactação e

Acabamentos

Executados a fim de passar de um terreno natural para uma nova conformação.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

O momento da obra em que ocorre o movimento de terra pode ser variável. Depende das características de execução das fundações e das demais atividades de início da obra. Pode ser necessário executar as fundações antes de escavar o terreno (quando se trabalha com grandes equipamentos, para facilitar a sua entrada e retirada). Ou quando se tratar de fundações feitas manualmente o acerto do terreno pode ser realizado entes. Portanto o movimento de terra deve ser cuidadosamente estudado.

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As etapas que influenciam no projeto de movimento de terra são:

Sondagem do terreno;

Seqüência da execução do edifício;

Níveis das construções vizinhas;

Localização do canteiro de obras.

Podemos executar, conforme o levantamento altimétrico, cortes, aterros, ou cortes + aterros:

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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SERVIÇOS PRELIMINARES

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

A porção de terra retirada chama-se corte e a porção de terra

destinada ao enchimento de determinada área chama-se aterro.

Ambos os casos exigem procedimentos técnicos e profissional habilitado quando o

volume a ser movimentado corresponde a:

Aterros com responsabilidade de suporte;

Aterros com alturas superior a 1m;

Aterros com volume maior que 1.000m³.

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Quanto a classificação dos materiais, para efeito de corte/escavação, podemos dizer:

Material de 1ª categoria: terras em geral, argila, rochas em adiantado estado de

decomposição (saibro) e seixos com diâmetro máximo de 15 cm;

Material de 2ª categoria: rochas com resistência à penetração mecânica inferior ao granito;

Material de 3ª categoria: rocha com resistência de penetração mecânica igual ou superior ao

granito.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Não são recomendados aterros com turfas, argilas orgânicas, solos com material orgânico

entre outros.

Para boa compactação em aterros, recomenda-se para a compactação manual, uma camada

de material solto não superior a 20cm, e para compactação mecânica a altura do material

solto varia em função do equipamento utilizado, podendo ser de 20cm até 40cm, e o grau de

compactação não deve ser inferior a 95%.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Uma nova camada de solo solto só pode ser lançada após a verificação da qualidade da

compactação da camada anterior e se não forem atingidos os valores adequados tal trecho

deve obedecer as seguintes etapas de recomposição:

Escarificação

Homogenização

Acerto da umidade adequada

Recompactação

E, em ultimo caso, troca de solo.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Os equipamentos normalmente utilizados são:

Caminhão basculante;

Retroescavadeira;

Rolo compactador;

Caminhões-pipa;

Trator de lâmina;

Trator com grade;

Motoniveladora.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Caminhão basculante

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

Retroescavadeira

Rolo compactador liso e corrugado

Trator de lâmina

Motoniveladora

Caminhões-pipa Trator com grade

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Sempre que solo (ou rocha) é removido de sua posição original, que é o terreno natural

inalterado, ocorre um rearranjo na posição relativa das partículas (grãos), acarretando um

acréscimo no volume de vazios da massa. Uma vez escavado, o material fica mais solto e,

consequentemente, sua densidade cai.

A esse fenômeno físico pelo qual o material escavado experimenta uma expansão

volumétrica dá-se o nome de empolamento, expresso em percentagem do volume original. O

empolamento varia com o tipo de solo ou rocha, o grau de coesão do material original e a

umidade do solo.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Analogamente, quando uma quantidade de terra é lançada em um aterro e compactada mecanicamente, o volume final é diferente daquele que a mesma massa ocupava no corte. A essa diminuição volumétrica dá-se o nome de contração. Se 1 m³ de solo (no corte) contrai-se" para 0,8 m³ (aterro) após compactado, a contração é de 20%. O fenômeno varia com o tipo e a umidade do material, o tipo de equipamento de compactação, a espessura das camadas do aterro, etc. Em grandes obras de terra, o cálculo do empolamento é feito através de ensaios de densidade (massa específica) em laboratório.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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Para o orçamentista, o empolamento é um fenômeno físico muito importante. Se, por

exemplo, o volume de corte é de 100.000 m³, o total a ser transportado em caminhões não é

100.000 m³, mas 130.000m³. Se o orçamentista não tiver o cuidado de considerar o

empolamento, terá errado em 30% o custo de transporte.

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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O fenômeno varia com o tipo e a umidade do material, o tipo de equipamento de compactação, a espessura das camadas do aterro, etc. Em grandes obras de terra, o cálculo do empolamento é feito através de ensaios de densidade (massa específica) em laboratório. De maneira geral, para a determinação dos movimento de terra, temos:

SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

Vs = Volume solto Vc = Volume de Corte → Vn = Volume Natural Va = Volume de aterro s = Peso específico do solo solto n = Peso específico do solo na condição natural e = empolamento c = contração

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

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SERVIÇOS PRELIMINARES

MOVIMENTO DE TERRA

TERRAPLENAGEM

Em qualquer serviço de terraplenagem as máquinas executam um ciclo regular de

trabalho.

Tempo fixo = tempo necessário para carregar o material, descarregá-lo no

basculante, fazer a volta, acelerar e desacelerar.

Tempo variável = é o tempo consumido pelo basculante, na estrada ou vias

públicas, transportar o material e voltar vazio para o ponto inicial.

O ciclo depende do tempo fixo e do tempo variável.

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Exercício 1.

Uma obra necessita escavar 50 m³ de terra, medido pelo

serviço de topografia.

a) Calcule o Vs para definir o transporte, sendo que a

terra é comum, com taxa de empolamento de 25%.

b) Calcule a quantidade de viagens para transporte,

considerando que a empresa contratada dispõe de

caminhões basculantes de 6m³

EXERCÍCIOS

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Exercício 2.

Para uma escavação de 78 m³ de terra, pede-se:

a) Calcule o Vs para definir o transporte, sendo que a

terra é comum, com taxa de empolamento de 40%.

b) Calcule a quantidade de viagens para transporte,

considerando que a empresa contratada dispõe de

caminhões basculantes de 8m³

EXERCÍCIOS

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Exercício 3.

Um caminhão basculante, que transporta material solto,

tem capacidade de 5m³.

A que volume corresponderá no corte, esse volume solto,

sabendo-se que c=0,8?

EXERCÍCIOS

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EXERCÍCIOS

4:

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EXERCÍCIOS

5:

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SERVIÇOS PRELIMINARES

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

Ligações Provisórias de água, energia elétrica, esgoto, telefone:

Essas ligações devem ser executadas por profissionais especializados, que seguem

normas técnicas e prescrições das concessionárias locais.

Observar não só os ramais de entrada mas também os ramais de distribuição e

armazenamento para água e esgoto.

No caso do abastecimento de água, separar água potável, água para uso na produção de

argamassa e concreto e água para limpeza de ferramentas e outros fins.

No caso de Sistemas de esgoto, caso a região não seja provida de rede coletora, poderá

ser feita através de sistemas isolados de fossas e sumidouros que deverão ser

adequadamente tratados quando da conclusão da obra. Normalmente itens abordados

nas Licenças Ambientais de Instalação.

Quanto aos telefones, hoje são tratados como “comunicação”, sistemas combos: lógica.

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SERVIÇOS PRELIMINARES

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

Energia São muitos os equipamentos necessários para o desenvolvimento das atividades de obra como, por exemplo, betoneiras, serras elétricas, guincho para funcionamento do elevador de obra, gruas, entre outros. Atualmente, a fonte de energia mais comum e mais viável para o funcionamento da maioria desses equipamentos é a ELÉTRICA.

Dimensionamento? Oscilação de tensão (horário de pico)? Gerador de Energia?

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SERVIÇOS PRELIMINARES

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

Água A água, além de ser necessária para a higiene pessoal dos operários, é a matéria prima para alguns materiais como concretos e argamassas. Recomenda-se uso de água da rede pública, a qual apresenta qualidade garantida.

Vazão suficiente? Interrupção (Horário de pico)? Reservatório? Caminhão-pipa?

Poço: profissional No caso de inexistência da rede pública de água no local da obra, caso pouco comum, deve-se verificar a possibilidade de expansão da rede junto à concessionária. Esgoto Verificar se a instalação de fossas e sumidouros serão provisórios ou definitivos

Existe rede separadora? Rede mista? Necessidade de banheiros químicos? Previsto no orçamento?

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Layout do canteiro é o arranjo físico de operários, maquinas e equipamentos no espaço disponível do canteiro de obras. Muitas partes do canteiro devem obedecer a prescrições da norma NR-18 do Ministério do trabalho quanto a condições de segurança do trabalho. Devem dispor de:

Instalações sanitárias; Vestiário; Alojamento; Local de refeições; Cozinha, quando houver preparo de refeições; Lavanderia; Área de lazer; Ambulatório, quando se tratar de frentes de trabalho com 50 (cinqüenta) ou

mais trabalhadores.

SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

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SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

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SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

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SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

O canteiro de obras é um local de trabalho e, como tal, deve estar protegido da invasão de estranhos. Nele são estocados materiais e ferramentas, além de ficarem estacionadas diversas máquinas que serão utilizadas na execução da obra. A Norma Regulamentadora 18, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece que todas as construções devem ser protegidas por tapumes com altura mínima de 2,20 m em relação ao nível do terreno, fixados de forma resistente, e isolando todo o canteiro. TAPUME (cerca da obra) - respeitar o código de obras do município e normas de segurança do trabalho quanto a: Segurança; Altura mínima; Alinhamento do terreno.

O tapume deve ser também durável e de bom aspecto. São muito utilizadas chapas de madeira compensada (espessura 10 mm) ou chapas metálicas (telhas trapezoidais)

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SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

O canteiro de obras é um local de trabalho e, como tal, deve estar protegido da invasão de estranhos. Nele são estocados materiais e ferramentas, além de ficarem estacionadas diversas máquinas que serão utilizadas na execução da obra. A Norma Regulamentadora 18, do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece que todas as construções devem ser protegidas por tapumes com altura mínima de 2,20 m em relação ao nível do terreno, fixados de forma resistente, e isolando todo o canteiro. TAPUME (cerca da obra) - respeitar o código de obras do município e normas de segurança do trabalho quanto a: Segurança; Altura mínima; Alinhamento do terreno.

O tapume deve ser também durável e de bom aspecto. São muito utilizadas chapas de madeira compensada (espessura 10 mm) ou chapas metálicas (telhas trapezoidais)

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SERVIÇOS PRELIMINARES

PROJETO DE CANTEIRO

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Devem ser seguros, duráveis, de bom aspecto, ventilados e iluminados;

Dimensões conforme o porte da obra, topografia do terreno, quantidade e tipo de produtos a armazenar, numero de operários e processos construtivos;

Piso cimentado.

Instalações: escritório, almoxarifado, vestiário, sanitários, depósitos (cimento, cal, tintas, etc), local para refeições refeitório e, conforme o porte e localização da obra, alojamentos.

SERVIÇOS PRELIMINARES

BARRACO DE OBRA

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SERVIÇOS PRELIMINARES

BARRACO DE OBRA

Devem ser dimensionados para atender aos requisitos de depósito de materiais, área de trabalho para engenheiros e técnicos, administrativos, fiscais. Além de área de vivência para os trabalhadores (ver condições especificas na NR18). Geralmente edificados em área de fácil acesso e que possam permanecer até o final da obra, de material reutilizável, containers ou modulados.

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Para a execução das obras, deve haver minucioso planejamento quanto aos serviços a serem executados e quais as necessidades para isso. Deixar os operários parados por falta de material ou ferramentas é um custo irreparável, pois além do pagar as horas paradas, atrasará o cronograma de obra. As oficinas devem ser planejadas de acordo com o tipo de serviço, evitando confusões e perda de materiais entre os diversos tipos de profissionais.

MATERIAIS

SERVIÇOS PRELIMINARES

Em geral, as oficinas se dividem nas seguintes áreas : Pedreiros Carpinteiros Azulejistas Marceneiros Eletricistas Pintores Instaladores hidráulicos

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FERRAMENTAS DE PEDREIROS

SERVIÇOS PRELIMINARES

FERRAMENTAS DE CARPINTEIROS

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FERRAMENTAS DE AZULEJISTAS

SERVIÇOS PRELIMINARES

FERRAMENTAS DE ENCANADOR

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FERRAMENTAS DE ELETRICISTA

SERVIÇOS PRELIMINARES

FERRAMENTAS DE PINTOR

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SERVIÇOS PRELIMINARES

FERRAMENTAS DE MARCENEIRO

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Equipamentos: Selecionados e dimensionados em função da área do canteiro, do porte da

obra, de limitações impostas por construções vizinhas; peso, quantidade e volume dos

materiais a transportar (relacionados com os sistemas e métodos construtivos adotados) e

prazo de execução da obra, os equipamentos mais comuns são:

Grua: abrange área de serviço maior, possibilitando transportes vertical e horizontal; Torre com guincho para material e pessoal: transporte somente vertical em um ou mais

pontos da obra; Guincho de coluna: indicado para pequenas obras e pequena altura de transporte

(máximo três pavimentos); Maquinas automotoras, como empilhadeira; Esteira rolante: somente em caso de grandes distancias (ex: transporte de minerais e

agregados).

LOGÍSTICA E EQUIPAMENTOS

SERVIÇOS PRELIMINARES

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CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

Disciplina: Tecnologia da Construção

AULA 3

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

IMPLANTAÇÃO E LOCAÇÃO DA OBRA

É a orientação do posicionamento da obra em relação a determinado ponto ou lugar. É fundamental que se inicie essa etapa de posse de todos os projetos gráficos, memoriais descritivos, cronograma e orçamento. Os projetos são os principais elementos de trabalho de um profissional da construção. Devem constar de no mínimo:

Localização e situação (fundamental para a locação do gabarito) Arquitetônico com plantas baixa arquitetônica, cortes e fachadas Urbanização (pode estar detalhado na planta-baixa arquitetônica) Instalações (abastecimento de água, coleta e afastamento/tratamento de esgoto,

incêndio, telefonia/lógica) Estrutural (projeto estrutural, detalhamentos das armaduras, formas, memoriais) Memoriais descritivos, cronograma físico-financeiro, orçamentos.

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Muitas vezes, durante a implantação do canteiro de obras, já tem início a obra principal. Nessa etapa são verificados os primeiros movimentos de terra, sempre que necessários, acompanhados pelos responsáveis pela marcação (topógrafos) dos principais pontos (RN – Referência de Nível) As marcações das RNs se fazem necessárias, porque a partir desses pontos a obra será demarcada, seja quanto as medidas horizontais (comprimentos e larguras) seja quanto as medidas verticais (alturas). E, o mais, importante, é que os RNs sejam o mais preciso possível e devidamente protegidos quanto a sua destruição e seus deslocamentos.

cuidar desbarrancamentos Após os movimentos de terra, o RN inicial deve ser conferido e realizados os ajustes necessários.

IMPLANTAÇÃO E LOCAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

Em obras com poucos elementos a serem locados, cavaletes estrategicamente colocados nos principais alinhamentos são os mais recomendados. E em obras com diversos elementos, a utilização de sarrafos de madeira ao longo da periferia da obra é a mais adequada e segura. Em ambos os casos, essas marcações vão estar aproximadamente, 50 cm acima do solo no seu ponto mais alto e muito bem fixadas ao solo e em nível.

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Conferência e precisão nas locações

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Conferência e precisão nas locações

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

Recomenda-se que as estacas estejam Entre 1,50m a 2,0m de distância uma da outra. Quando há declividades ou aclividades no terreno, usa-se a mangueira de nível para a locação das estacas.

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Uma vez definido o eixo principal da obra, deve-se proceder à marcação de um eixo transversal, o que se consegue com a utilização dos conceitos básicos do triângulo retângulo. Relação 3-4-5 Outra forma de conferência é a medida dos eixos diagonais. Sempre que o gabarito deva estar com ângulos de 90º, as diagonais devem ser exatamente iguais. Princípio do losango.

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Sobre os sarrafos, já em nível, deverão ser marcados os alinhamentos das peças construtivas, de acordo com o projeto e como a figura abaixo: Normalmente são utilizados linhas de nylon 60 ou arames galvanizados nº 18

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

Um gabarito bem locado, deve ter o seguinte aspecto:

Sarrafos fixados nos

pontaletes;

Linhas dos eixos das

paredes a serem

construídas;

Cotas do projeto

marcadas de forma

cumulativa;

TIPO DE LOCAÇÃO - GABARITO

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

ESCAVAÇÃO DE VALAS - ESCORAMENTOS

Numa escavação, seja ela simples drenagem, seja para outros fins, cuidados quanto a desmoronamentos deverão ser tomados. Para tanto, devem ser observadas as normas pertinentes para o tipo de serviço:

NBR 9061:1985 - Segurança de escavação a céu aberto

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

O escoramento consiste na contenção lateral do solo de cavas, poços e valas, através de pranchas de madeira ou metálicas, fincadas perpendicularmente ao solo e travadas entre si com o uso de pontaletes e longarinas, também de madeira ou metálicos, para a constatação da possibilidade de alteração da estabilidade de estruturas adjacentes à área de escavação ou com o objetivo de evitar o desmoronamento por ocorrência de solos inconsistentes, pela ação do peso do solo e das cargas eventuais ao longo da área escavada em valas de maior profundidades. Definições básicas: Cortinas Elementos estruturais destinados a resistir às pressões laterais devidas à terra e à água; são flexíveis e têm o peso próprio desprezível em face das forças atuantes. (ficha) Empuxo de terra Ação produzida pelo maciço terroso sobre as obras com ele em contato.

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Escora Peça estrutural para amparar e sustar. Trabalha fundamentalmente à compressão. Ficha Trecho da cortina que fica enterrada no solo abaixo da cota máxima da escavação em contato com a cortina. Talude Superfície inclinada do terreno natural, de uma escavação ou de um aterro.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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6 Proteção das escavações As medidas de proteção das paredes das escavações são adotadas com a finalidade de que, durante a execução das escavações, não ocorram acidentes que possam ocasionar danos materiais e humanos. As proteções adotadas são classificadas:

a) quanto à forma da proteção; b) quanto ao tipo de apoio das cortinas; c) quanto à rigidez estrutural das cortinas.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

6.1 Classificação quanto à forma da proteção Quanto à forma da proteção das paredes da escavação, para fins desta Norma, são classificadas em três grupos, a saber:

a) escavação taludada - com as paredes em taludes; b) escavação protegida - com as paredes protegidas com estruturas

denominadas “cortinas”; c) escavação mista - com as paredes em taludes e paredes protegidas por

cortinas.

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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6.2 Classificação quanto à forma dos apoios Quanto à forma de apoio das cortinas de proteção das escavações, para fins desta Norma são classificadas em quatro grupos, a saber:

a) cortinas escoradas; b) cortinas ancoradas; c) cortinas chumbadas; d) cortinas em balanço.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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6.2.1 Cortinas escoradas Utilizam como apoio elementos estruturais horizontais ou inclinados dentro da área escavada, denominadas “escoras”. 6.2.2 Cortinas ancoradas Utilizam como apoio elementos estruturais horizontais ou inclinados ancoradas no terreno através de injeções e protensão-ancoragens. 6.2.3 Cortinas chumbadas Utilizam como apoio elementos estruturais horizontais ou inclinados, ancorados no terreno através de injeções, não protendidos, atuando passivamente. 6.2.4 Cortinas em balanço Não utilizam apoios, possuem o topo livre. A sua estabilidade é garantida pelo trecho que fica enterrado no solo abaixo da cota máxima de escavação, ou seja, pela ficha da cortina. Neste tipo de cortina é necessário que seja calculada a deformação no seu topo, a fim de ser verificado se esta deformação não introduz descompressão no terreno.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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12 Escavações padronizadas 12.1.1 Quando as condições de vizinhança permitirem (construções vizinhas, redes de utilidades públicas, etc.), bem como a ausência do nível d’água no trecho a ser escavado, pode-se utilizar as prescrições deste capítulo sem que seja feito um cálculo mais rigoroso. 12.1.2 Estas prescrições, a serem utilizadas, pressupõem um solo homogêneo; se houver dúvida quanto à homogeneidade do solo, então o cálculo deve ser realizado, e estas prescrições não utilizadas.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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12.2 Escavações não protegidas para cava de fundações e valas 12.2.1 Escavações no máximo de 1,25 m de profundidade podem ser construídas com paredes verticais sem medidas de proteção especiais se a inclinação da superfície do solo adjacente é: a) menor que 1:10, em solos não coesivos; b) menor que 1:2, em solos coesivos. Em solos coesivos é permitido escavar a uma profundidade de até 1,75 m, conforme as Figuras 4a e 4b.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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4.3 Edificações vizinhas e redes de utilidades públicas

É indispensável o levantamento topográfico do terreno, o levantamento das edificações

vizinhas (tipo de fundações, cotas de assentamento das fundações, distância à borda da

escavação) e das redes de utilidades públicas, não só para a determinação das

sobrecargas como, também, no estudo das condições de deslocabilidade e

deformabilidade que podem ser provocadas pela execução da escavação.

Os levantamentos devem abranger uma faixa, em relação às bordas, de pelo menos

duas vezes a maior profundidade a ser atingida na escavação.

NBR 9061:1985 - SEGURANÇA DE ESCAVAÇÃO A CÉU ABERTO

IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

ESCAVAÇÃO DE VALAS - ESCORAMENTOS

Conforme o tipo de terreno, deverá ser o escoramento e para profundidades acima de 1,25m um escoramento deverá ser considerado.

Para terrenos com consistência média, são usadas tábuas colocadas na vertical,

espaçadas de pelo menos 1m e apertadas contra o terreno por meio de “estroncas”

horizontais na largura da canaleta;

Em terrenos pouco consistentes, deve ser feita a colocação de tábuas umas junto as

outras, unidas por uma prancha de madeira, na horizontal e ao longo da escavação, e

devidamente “estroncadas”.

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ESCORAMENTO DESCONTÍNUO

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ESCORAMENTO DESCONTÍNUO

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ESCORAMENTO CONTÍNUO

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ESCORAMENTO METÁLICOS

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ESCORAMENTO MISTO

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ESCORAMENTO E BLINDAGEM

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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IMPLANTAÇÃO DA OBRA

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CURSO TÉCNICO DE EDIFICAÇÕES

Disciplina: Tecnologia da Construção

AULA 4

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FUNDAÇÕES

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FUNDAÇÕES

Chama-se fundação a parte de uma edificação que transmite ao terreno a carga da obra, também denominada de infraestrutura. São portanto elementos estruturais destinados a suportar a carga de pressão proveniente dos carregamentos de esforços do peso próprio da edificação, transmitida através dos elementos estruturais da supraestrutura, devidamente acrescidos dos carregamentos provenientes do uso (sobrecargas). Para uma perfeita decisão sobre o tipo de fundação a ser utilizado, é imprescindível não só o conhecimento das cargas atuantes no solo como também das características do solo, que vai suportar tais esforços. A capacidade de carga do solo e o comportamento que desempenha a partir dos diversos tipos de carregamentos são fundamentais para tal escolha.

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TIPOS DE FUNDAÇÕES Os principais tipos de fundações podem ser reunidos em dois grandes grupos: fundações diretas ou rasas e fundações profundas.

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FUNDAÇÕES

FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

Não necessitam de equipamentos complexos para sua execução e por serem de pouca profundidade. Nesse grupo encontram-se os seguintes tipos:

Sapata; Bloco; Radier; Viga de fundação (viga baldrame)

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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

• Sapatas isoladas e blocos armados São elementos estruturais cujos esforços não podem ser absorvidos somente pelo concreto e, para tanto, são usadas armaduras para suporte dos esforços de tração. Normalmente essas sapatas são assentadas sobre estacas de concreto ou simplesmente apoiadas no solo, de acordo com o carregamento ou o tipo de solo.

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São elementos contínuos que acompanham a linha das paredes, as quais lhes transmitem a carga por metro linear. Para edificações cujas cargas não sejam muito grandes, como residências, pode-se utilizar alvenaria de tijolos. Caso contrário, ou ainda para profundidades maiores do que 1,0 m, torna-se mais adequado e econômico o uso do concreto armado.

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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

• Sapatas corridas

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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

• Blocos não armados São elementos de fundação em que os esforços de tração são por eles absorvidos e normalmente não possuem armadura. Podem ser feitos de concreto ou pedras.

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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

• Radier Nada mais é do que uma “laje sobre o solo” a fim de receber todos os pilares de uma obra ou todos os carregamentos da edificação em terreno de pouca resistência de suporte para a execução de uma fundação direta tipo sapata. Muito utilizados em tanques, silos, terrenos de pouca consistência, depósitos, etc. Essas lajes possuem armadura dupla nas duas direções, e os pilares são distribuídos de tal forma que todos os esforços de carregamento sejam uniformemente distribuídos no solo. Os cuidados de execução são os mesmos pertinentes a todo tipo de fundação.

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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS OU FUNDAÇÕES RASAS

• Viga de fundação – Viga Baldrame Com formato de seção retangular, trapezoidal ou quadrado, onde são assentados num mesmo alinhamento de pilares e paredes de alvenaria. Essas vigas recebem armaduras de acordo com a necessidade e podem possuir apenas armadura inferior. Normalmente assentadas sobre estacas de concreto ou simplesmente apoiadas no solo de acordo com o carregamento e/ou tipo de solo. As recomendações são as mesmas para a execução de sapata.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

São utilizadas quando o terreno firme, bom para a fundação, encontra-se em camadas mais profundas do solo. Os principais tipos de fundações profundas são as Estacas. Estacas são peças alongadas, cilíndricas ou prismáticas, cravadas ou confeccionadas no solo utilizando concreto no mínimo 15 MPa, essencialmente para: a) Transmissão de carga a camadas profundas; b) Contenção de empuxos laterais (estacas pranchas); c) Compactação de terrenos. Podem ser: - Pré-moldadas - Moldadas in loco

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca broca O primeiro passo para a execução e levantamento das brocas é a locação. Os pontos nos quais serão feitos os vãos serão demarcados e constarão em gabarito para que saiba exatamente onde colocar. Após a locação faz-se a perfuração com o auxílio do trado até a profundidade prevista em projeto. Após atingir a profundidade, é necessário limpar o fundo da perfuração completamente, tirando resquícios de terra e qualquer tipo de lama ou água que estejam no fundo. Após a limpeza, despeja-se o concreto com a ajuda de um funil. Após a concretagem do vão, prepara-se a armadura, que deverá ser feita tanto transversal quando longitudinalmente, prolongando a armadura até o bloco de coroamento.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca Strauss A estaca Strauss é uma fundação em concreto (simples ou armado), moldada in loco, executada com revestimento metálico recuperável. Para sua execução, são empregados os seguintes equipamentos: – tripé de madeira ou de aço; – guincho acoplado a motor a explosão ou elétrico; – sonda de percussão, com válvula para retirada de terra na sua extremidade inferior; – soquete de 300 kg, aproximadamente; – tubos de aço com 2,0 a 3,0 m de comprimento, rosqueáveis entre si; – guincho manual para retirada da tubulação; – roldanas, cabos e ferramentas.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca Strauss Cuidados de execução: – Locação das estacas; – Profundidade de escavação; – Verticalidade da camisa metálica; – Velocidade de retirada da camisa; – Tipo de solo encontrado (retirada de amostras); – Cota de arrasamento da cabeça das estacas; – Armadura, quando for o caso. – Apiloamento do concreto para garantir continuidade do fuste, mantendo dentro da tubulação uma coluna de concreto suficiente para ocupar o espaço perfurado e eventuais vazios do subsolo.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca Franki As estacas tipo Franki apresentam grande capacidade de carga e podem ser executadas a grandes profundidades, não sendo limitadas pelo nível do lençol freático. Seus maiores inconvenientes dizem respeito à vibração do solo durante a execução, área necessária ao bate-estacas e possibilidade de alterações do concreto do fuste, por deficiência do controle. Sua execução é sempre feita por firma especializada. Em situações especiais, sobretudo em zonas urbanas, pode-se atravessar camadas resistentes em que as vibrações poderiam causar problemas com construções vizinhas, por meio de perfuração prévia ou cravando-se numa primeira etapa o tubo com a ponta aberta e desagregando-se o material com a utilização de uma ferramenta apropriada e água

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca Franki Cuidados de execução – Locação do centro das estacas; – Profundidade de cravação/escavação; – Verticalidade do tubo e de sua retirada da camisa, para não haver estrangulamento do

fuste; – Velocidade de execução; – Armação das estacas; – Nega; – Cota de arrasamento da cabeça da estaca; – Altura de queda do pilão; – Volume de concreto empregado na execução do bulbo.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca tipo hélice contínua monitorada

Cada vez mais utilizadas em áreas urbanas, as estacas tipo hélice contínua monitoradas são produzidas a partir da perfuração do terreno por meio de um trado helicoidal contínuo, que retira o solo sem desconfinamento. Uma vez atingida a profundidade de projeto, o concreto é bombeado por dentro do trado a partir da cota de ponta da estaca. O trado é, então, sacado simultaneamente ao bombeamento de concreto. O método exige a colocação da armação após a concretagem. Para controlar a pressão de bombeamento do concreto, o sistema possui instrumento medidor digital que informa todos os dados de execução da estaca.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca Ômega

De execução semelhante à hélice contínua monitorada, as estacas Ômega permitem o deslocamento lateral do terreno sem o transporte de solo à superfície, resultando numa melhora do atrito lateral. Os diâmetros disponíveis iniciam com 270 mm, e depois de 320 mm a 620 mm.

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Estaca Ômega

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estaca-raiz

São estacas escavadas com perfuratriz, executadas com equipamento de rotação ou rotopercussão com circulação de água, lama bentonítica ou ar comprimido. Dependendo do equipamento utilizado, as estacas podem ser executadas em ângulos diferentes da vertical (0° a 90°).

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• Estacas-barrete

Com seção retangular, as estacas-barrete são escavadas com uso de lama bentonítica, executadas com equipamentos de grande porte, como o clam-shell e hidrofresas. A técnica, de rápida execução, permite atingir profundidades de até 70 m, bem como executar a estaca em praticamente todos os tipos de terreno, com nível de água ou não, e atravessar matacões. As estacas-barrete são indicadas quando é necessário atravessar camadas de grande resistência.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estacas injetadas As estacas injetadas são aquelas produzidas a partir da injeção sob pressão de produtos aglutinantes, normalmente calda de cimento. Elas podem ser executadas com maiores inclinações (0º a 90º), apresentar resistência de fuste superior, se comparada aos demais tipos de estaca com mesmos diâmetros, e resistir a esforços de compressão e tração, desde que convenientemente armadas. Dentre as suas aplicações, destacam-se a estabilização de encostas, o reforço de fundações, a execução de fundações em terrenos com blocos de rocha ou antigas fundações, e a execução de fundações em obras offshore.

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• Estacas tipo Trado helicoidal

Trata-se de uma evolução da broca, mas em vez da escavação manual, é utilizado um trado mecânico. Com isso, torna-se possível atingir profundidades maiores, porém, ainda acima do nível da água. A escavação com trado sem lama bentonítica é indicada para obras de pequeno porte e para solos com boa resistência, para garantir que a escavação permaneça estável durante a inserção da armação e da concretagem.

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• Estacas escavadas de grande diâmetro (estacões)

Indicados para uso em obras sujeitas a cargas elevadas, os estacões são escavados mecanicamente, normalmente com emprego de lamas bentoníticas, e têm seção circular, normalmente com diâmetros entre 0,7 m e 2,5 m. O comprimento das estacas é bastante variável, atingindo até 70 m. Essa tecnologia permite a inspeção do solo à medida que se escava, oferece rápida execução e pouca vibração, podendo ser executada junto a construções existentes. Além disso, as estacas escavadas de grande diâmetro podem ser construídas em presença de lâmina d'água, o que ocorre em obras marítimas e em construção de pontes. Nesse caso, a escavação mecânica e a concretagem submersa são precedidas da cravação de camisa metálica por meio de martelo vibratório na maior parte das vezes.

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• Tubulões

Tubulões são elementos estruturais da fundação que transmitem a carga ao solo resistente por compressão, através da escavação de um fuste cilíndrico e uma base alargada tronco-cônica a uma profundidade igual ou maior do que três vezes o seu diâmetro. De acordo com o método de sua escavação, os tubulões se classificam em: -Tubulões a céu aberto -Tubulões ar-comprimido

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• Tubulões

1. A partir do gabarito, faz-se a marcação do eixo da peça utilizando um piquete de madeira. Depois, com um arame e um prego, marca-se no terreno a circunferência que delimita o tubulão, cujo diâmetro mínimo é de 70cm.

2. Inicia-se a escavação do poço até a cota especificada em projeto. No caso de escavação manual usa-se vanga (tipo de pá), balde e um sarrilho para a retirada de terra. Nas obras com perfuração mecânica o aparelho rotativo acoplado a um caminhão retira a terra. Na fase de escavação pode ocorrer a presença de água. Nestas casos, a execução da perfuração manual se fará com um bombeamento simultâneo da água acumulada no poço.

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• Tubulões

Poderá ocorrer, ainda, que alguma camada do solo não resista à perfuração e desmorone (no caso de solos arenosos). Então, será necessário o encamisamento da peça ao longo dessas camadas. Isto poderá ser feito através de tubos de concreto com o diâmetro interno igual ao diâmetro do fuste do tubulão. 3. Faz-se o alargamento da base de acordo com as dimensões do projeto.

4. Verificação das dimensões do poço, como: profundidade, alargamento da base, e ainda

o tipo de solo na base. Certifica-se, também, se os poços estão limpos.

5. Procede-se a colocação da armadura.

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• Tubulões 6. A concretagem é feita lançando-se o concreto da superfície (diretamente do caminhão

betoneira, em caso de utilização do concreto usinado) através de um funil (tremonha), com o comprimento da ordem de 5 vezes seu diâmetro, de modo a evitar que o concreto bata nas paredes do tubulão e se misture com a terra, prejudicando a concretagem.

O concreto se espalhará pela base pelo próprio impacto de sua descarga, porém, durante a concretagem, é conveniente sua interrupção de vez em quando e descer para espalhá-lo, de modo a evitar que fiquem vazios na massa de concreto.

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Cuidados de execução – locação do centro do tubulão; – cota do fundo da base do tubulão; – verticalidade da escavação; – alargamento da base; – posicionamento da armadura, quando houver, e da armadura de ligação; – dimensões (diâmetro) do tubulão; – concretagem (não misturar o solo com o concreto e evitar que se formem vazios na base

alargada; – tubulão a ar comprimido: pressão do ar no interior do tubulão, risco de acidentes.

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• Estacas Pré moldadas Estas estacas podem ser de concreto armado ou protendido e, como decorrência do problema de transporte e equipamento, têm limitações de comprimento, sendo fabricadas em segmentos, o que leva em geral à necessidade de grandes estoques e requerem armaduras especiais para içamento e transporte. Costumam ser pré-fabricadas em firmas especializadas, com suas responsabilidades bem definidas, ou no próprio canteiro, sempre num processo sob controle rigoroso. O comprimento de cravação real às vezes difere do previsto pela sondagem, levando a duas situações: a necessidade de emendas ou de corte.

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FUNDAÇÕES PROFUNDAS

• Estacas Pré moldadas No caso de emendas, geralmente constitui-se num ponto crítico, dependendo do tipo de emenda: luvas de simples encaixe, luvas soldadas, ou emenda com cola epóxi através de cinta metálica e pinos para encaixe, este último tipo mais eficiente Quando o comprimento torna-se muito grande, há um limite para o qual não há comprometimento da linearidade da estaca, o que exige certo controle. Por outro lado, quando há sobra, o corte ou arrasamento deve ser feito de maneira adequada no sentido de evitar danos à estaca. O processo de cravação mais utilizado é o de cravação dinâmica, onde o bate-estacas utilizado é o de gravidade da estaca.

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• Estacas Pré moldadas Este tipo de cravação promove um elevado nível de vibração, que pode causar problemas a edificações próximas do local. O processo prossegue até que a estaca que esteja sendo cravada penetre no terreno, sob a ação de um certo número de golpes, um comprimento pré-fixado em projeto:a “nega”, uma medida dinâmica e indireta da capacidade de carga da estaca. Em campo,“tira-se” a “nega” da estaca através da média de comprimentos cravados nos últimos 10 golpes do martelo. O objetivo de verificação da nega para as diferentes estacas é a uniformidade de comportamento das mesmas.

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NORMAS TÉCNICAS NBR 16.258 - Estacas Pré-fabricadas de Concreto - Requisitos NBR 6.118 - Projeto de Estruturas de Concreto - Procedimento NBR 6.122 - Projeto e Execução de Fundações NBR 9.062 - Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-moldado CHECKLIST - Ao receber as estacas, cheque se suas características correspondem ao solicitado em projeto - O projeto de fundação também deve pautar a execução, indicando a locação das estacas, as características geométricas de cada seção, os comprimentos estimados, as cargas de projeto e as faixas de peso dos martelos a serem utilizados - Durante a cravação, controle rigidamente repiques e negas - Antes de iniciar o serviço, promova a inspeção do equipamento de cravação (bate-estacas)

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ARRASAMENTO DE ESTACA Há necessidade de se preparar a cabeça das estacas para sua perfeita ligação com os elementos estruturais. O concreto da cabeça da estaca geralmente é de qualidade inferior, pois ao final da concretagem há subida de excesso de argamassa, ausência de pedra britada e possibilidade de contaminação com o barro em volta da estacas. Por isso, a concretagem da estaca deve terminar no mínimo 20 cm acima da cota de arrasamento. É uma operação manual com auxílio de um ponteiro e marreta e o sentido do corte deve ser de baixo para cima.

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Profª Engª Civil Alexandra Müller Barbosa

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