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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

    CÂMPUS DE ARAGUAÍNA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CULTURA E TERRITÓRIO

    (PPGCULT/UFT)

    MESTRADO EM ESTUDOS DE CULTURA E TERRITÓRIO

    MARCELA PEREIRA LIMA ARCANJO

    DA ALDEIA À UNIVERSIDADE: TRAJETÓRIAS SOCIOESPACIAIS DAS

    DISCENTES INDÍGENAS DA UFT – CÂMPUS DE ARAGUAÍNA.

    Araguaína- TO

    2019

  • MARCELA PEREIRA LIMA ARCANJO

    DA ALDEIA À UNIVERSIDADE: TRAJETÓRIAS SOCIOESPACIAIS DAS

    DISCENTES INDÍGENAS DA UFT – CÂMPUS DEARAGUAÍNA.

    Dissertação apresentada ao Programa de Pós-

    Graduação em Cultura e Território

    (PPGCULT), da Universidade Federal do

    Tocantins (UFT), Câmpus Araguaína como

    requisito à obtenção do título de Mestre em

    Estudos de Cultura e Território.

    Linha de pesquisa II: Paisagens, Narrativa e

    Linguagens.

    Orientadora: Profa. Dra. Kênia Gonçalves

    Costa.

    ARAGUAÍNA- TO

    2019

  • Às minhas filhas, Ana Clara e Alice, razões

    da minha vida e que me motivam a continuar

    crescendo.

    Aos meus pais, Ana Pereira e Marcelino (in

    memorian), exemplos em minha trajetória de

    humildade, honestidade e amor.

    Às interlocutoras desta pesquisa, que me

    deram a oportunidade de aprender com suas

    riquezas de saberes.

  • AGRADECIMENTOS

    A Deus pelo dom da vida e por me conceder saúde e serenidade para passar por essa

    etapa, por ser um dos pilares que me sustenta e por me permitir viver esse momento único,

    que tanto contribuiu para o meu crescimento não só profissional, mas como ser humano.

    Às minhas filhas, Ana Clara e Alice, que suportaram a minha ausência nestes dois

    anos, que ouviram imensas vezes: agora não, mamãe está estudando! Vai brincar na sala,

    mamãe está estudando! Hoje mamãe não pode, vou estudar! Enfim, foi sacrifício para elas

    também, mas que um dia espero que entendam que foi necessário. A elas todo o meu amor,

    em sua maior plenitude.

    Ao meu esposo Alexander, que também passou pelo sacrifício de sobreviver a minha

    falta de tempo, com o mal humor nos dias de estresse. Por ter assumido a minha posição com

    maestria perante às nossas filhas. Obrigada pelo amor, carinho e companheirismo!

    À minha mãe Ana Pereira. Gratidão por todo cuidado, zelo e apoio! Nenhuma palavra

    conseguirá expressar meu agradecimento, pois todo esse tempo cuidou de mim, das minhas

    filhas, da minha família. Tenho a graça e a felicidade de tê-la como vizinha, então as

    refeições, nestes dois anos, foram sempre em sua casa, porque dizia que era para sobrar mais

    tempo para eu estudar... a ela toda minha gratidão e amor!

    À minha família, meu irmão Marcio, por sempre acreditar em mim. Às minhas tias,

    tios, primas e primos, que sempre me apoiaram e se colocaram à disposição para ajudar no

    que fosse preciso, por sempre vibrarem comigo em cada etapa vencida. Sei que estão felizes

    como eu estou. Amo vocês!!!

    À Prof.ª Dra. Kênia Gonçalves Costa, pelo amor com a orientação. Nestes dois anos,

    foi mais que uma professora/orientadora, se tornou amiga, companheira. Me conduziu de

    forma carinhosa e amorosa, sua paciência com uma orientanda dependente fez o diferencial,

    nas minhas angústias sempre me atendeu, foram inúmeras horas de conversas e sempre com

    um respeito mútuo. Obrigada pela linda construção que fizemos!

    Às interlocutoras desta pesquisa, as acadêmicas indígenas, que aceitaram o convite

    para contribuir, nos cedeu seu tempo e partilharam conosco suas histórias de vida, tão

    particular e íntimo. Vocês me fizeram ser uma pessoa melhor e sou grata por isso!

    À Universidade Federal do Tocantins, na qual tenho uma longa formação acadêmica

    desde a graduação, pós-graduação (especialização e mestrado) e também como servidora. Ao

    meu setor de lotação, secretaria acadêmica, em nome da minha “chefa” Hérica Moreira

  • estendo os agradecimentos aos meus colegas de trabalho, pelo apoio e compreensão, que

    durante o meu afastamento para o mestrado se desdobraram para suprir a minha ausência.

    Ao PPGCULT - Programa de Mestrado em Estudos de Cultura e Território, que me

    deu a oportunidade de crescimento. Aos professores das disciplinas cursadas, pela partilha

    de seus conhecimentos/saberes, foram muitas trocas de diálogos os quais foram fundamentais

    para minha formação.

    Às professoras da banca de qualificação e defesa, Maria do Socorro, Maria Santana e

    Rejane. Mulheres fortes e compromissadas com a luta da Educação, suas contribuições e

    apontamentos foram essenciais para o aprimoramento da pesquisa.

    Aos colegas da 3ª turma, pelo companheirismo, sensibilidade e partilha,

    especialmente à Ianed, minha amiga da vida e que foi companheira nesta jornada também,

    nossos laços ficaram mais fortes e sua companhia tornou esse fardo mais leve.

    Aos amigos que me acompanharam durante essa fase, que não me arrisco a citar os

    nomes, mas guardo no coração cada um.

    Ao Prof. Dr. João de Deus, por não se cansar em ajudar, mesmo com a agenda

    apertada por seus compromissos acadêmicos, sempre conseguia oferecer uma mão amiga e

    fazer contribuições valiosíssimas. Obrigada por me mostrar que existe amor na Educação,

    pois a forma com que você ensina nos faz crer nisso.

    Às inúmeras pessoas que me ajudaram, desde o início, na elaboração do projeto e

    durante todo o processo do mestrado, seja com dicas de bibliografia, de escrita ou

    simplesmente com uma palavra amiga.

    Enfim, gratidão é a palavra que me define no momento! Obrigada a todos/as!

  • Se a educação sozinha não transforma a

    sociedade, sem ela tampouco a sociedade

    muda. Se a nossa opção é progressista, se

    estamos a favor da vida e não da morte, da

    equidade e não da injustiça, do direito e não

    do arbítrio, da convivência com o diferente e

    não de sua negação, não temos outro

    caminho senão viver plenamente a nossa

    opção. Encarná-la, diminuindo assim a

    distância entre o que fizemos e o que

    fazemos. (FREIRE, 2000)

  • RESUMO

    A presente pesquisa trata das trajetórias socioespaciais das acadêmicas indígenas do câmpus

    de Araguaína da Universidade Federal do Tocantins – UFT, matriculadas no primeiro

    semestre de 2018. Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo de indígenas nas

    universidades brasileiras, essa inserção é, em parte, reflexo das políticas públicas de acesso,

    no entanto, percebemos que ainda existem muitos entraves quanto à permanência. Propõe-se analisar como se dá a trajetória socioespacial destas estudantes indígenas, da aldeia à

    universidade, os avanços e desafios. Entende-se como trajetória socioespacial a história de

    vida de cada indivíduo, as experiências vividas dentro de uma temporalidade e uma

    espacialidade, sendo que não possui uma constituição linear e/ou contínua. Para atender os

    objetivos da pesquisa efetuou-se o recorte de gênero, por reconhecer que as mulheres, em

    geral, ainda sofrem os efeitos de viverem em uma cultura patriarcalista e androcêntrica e, no

    caso das mulheres indígenas, as diferenças, quando em contato ou no caso da vivência na

    cultura dos não indígenas, o fosso tende a se acentuar e, nesse sentido, podemos citar uma

    tríplice condição que a coloca em situação de fragilidade: ser mulher, ser indígena e ser

    vulnerável economicamente. Para analisar as trajetórias no âmbito educacional utilizou-se da

    fenomenologia, subsidiada pela história oral, com uso dos procedimentos: revisão

    bibliográfica, coleta de dados secundários, oficinas/rodas de conversa, notas e diários de

    campo, formulário digital, gravações em áudio e momentos de entrevistas individuais

    autorizadas pelas interlocutoras. Esta pesquisa, também tem a pretensão de gerar subsídios

    para a Instituição e com ele fazer sugestões, principalmente as que tenham surgido das

    acadêmicas indígenas, para que esse processo formativo seja menos doloroso, por exemplo,

    foram indicações das próprias acadêmicas que os processos para os indígenas sejam menos

    burocráticos (simplificação do Cubo, editais específicos para indígenas) e sobre as políticas

    públicas, que haja melhorias nas existentes e criação de outras para atender demandas

    específicas. Pretende-se, a partir das narrativas destas estudantes, trazer sua voz e conhecê-

    las melhor, ouvir das protagonistas como ocorre a saída da aldeia para a Universidade,

    identificar quais são suas dificuldades e sucessos neste processo.

    Palavras-chave: Acadêmicas Indígenas; Trajetórias Socioespaciais; Universidade.

  • ABSTRACT

    This research deals with the socio-spatial trajectories of the indigenous academics of the

    Ara